A saga finalmente termina. Depois de “Crepúsculo”, “Lua Nova” e “Eclipse”, não só a franchising (ou ‘série’, como Robert Pattinson gosta de chamar) chega a seu “Amanhecer” como também os adolescentes mais sedutores dos últimos anos chegam a seu despertar para a vida adulta. O filme que estreia amanhã é o primeiro capítulo do fim. Dividido em
dois episódios, “Amanhecer” traz a parte 1 quase como um “filme
família”, como bem definiu o diretor Bill Condon à reportagem. “Não foi
por acaso que me chamaram. E também não foi por acaso que filmamos cenas
no Brasil. O País está no livro mas, ao mesmo tempo, é um do lugares
mais improváveis para se pensar em vampiros em lua de mel. E é lá, em um
país tão famoso por sua espontaneidade, que Ed e Bella finalmente
puderam ser quem eles sempre quiseram ser.”
Aviso aos maiores de 20 anos (cronológica e mentalmente): “Crepúsculo” é fenômeno dos mais simbólicos dos últimos anos. Os livros que deram origem à série venderam mais de 120 milhões de cópias, em 37 idiomas de dezenas de países e transformaram sua autora, a norte-americana Stephenie Meyer, na 49ª pessoa mais influente do mundo segundo a Forbes.
Por que uma saga romântica e nada lasciva (como costumam ser as tramas vampirescas) sobre uma garota virgem que se apaixona por um vampiro adolescente (para sempre), que se recusa a transar com ela antes de casar (coisa mais século 19) e praticamente vegan (só bebe sangue ‘limpinho’ de animais) se tornou fenômeno quase sobrenatural dos cinemas?
Boa pergunta. Não há como comparar séries como “Harry Potter” ou “Senhor dos Anéis” à saga “Crepúsculo”. Mais que a jornada do herói (neste caso, um herói púbere) em busca de seu destino, no ‘épico em capítulos’ escrito por Stephenie, a jornada de Bella (Kristen Stewart), Jacob Black (Taylor Lautner) e Edward (Robert Pattinson) é também sobre como descobrir e lidar com seus desejos, instintos, desafios, medos e, claro, a descoberta do amor. Ora, já não há milhares de histórias escritas sobre isso no mundo? “Claro que há, mas o fato é que nos dias de hoje, quando o romantismo parece ter morrido, Ed é o símbolo do homem romântico que, no fundo, a gente adora”, explicou, e pulou, uma animada fã que fazia plantão em frente ao hotel Four Seasons em Los Angeles onde a trupe do filme se hospedava durante o lançamento mundial do filme, no início do mês. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Agência Estado)