Adriana Marinelli
O goianiense está menos endividado e com intenção de consumir mais neste final de ano. É o que mostra as pesquisas de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) e de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), divulgadas pela Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomercio) nesta quinta-feira (24/11).
De acordo com a pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada com 500 famílias da capital, apenas 39,6% possuem dividas pendentes neste mês. Em outubro, 45,9% dos entrevistados estavam endividados. Comparado com o ano passado, o número também é inferior. Em novembro de 2010, 44,1% estavam na lista dos inadimplentes.
Apontado como vilão para o devedores, o cartão de crédito continua sendo o tipo de endividamento mais frequente. Do total de endividados, 68% afirmam ter pendências com cartões de crédito. Em segundo lugar aparecem os carnês, com 46,3%.
Questionados sobre o nível de endividamento em que encontram-se, apenas 10% dos goianienses pesquisados se consideram muito endividados. Considerando os números, José Evaristo dos Santos, presidente da Fecomércio, afirma que a situação está mais tranquila. “A previsão é que essas pessoas quitem suas dívidas até o final do ano”, diz.
José Evaristo cita a primeira parcela do 13º salário como salvadora dos endividados. De acordo com ele, a primeira parcela será usada para pagar contas atrasadas. “Sem dívidas, o goianiense vai aproveitar para usar a segunda parecela para comprar presentes de natal”, calcula.
Consumo
Com o objetivo de medir, com a maior precisão possível, a intenção de compras do goianiense, a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) aponta que os moradores de Goiânia se mostram entusiasmados para fazer compras neste final de ano.
De acordo com dados obtidos com a pesquisa, 70,7% das famílias pretendem comprar mais no último mês do ano. Presidente da Fecomércio, José Evaristo dos Santos cita a importância do levantamento para o comércio. “Dentro da perspectiva de melhora no mercado, o comércio vai poder se preparar melhor. O estoque deverá ser preparado considerando as intenções de compra, mas sempre com muita cautela”, reforça.
Com a movimentação no comércio, cresce também as contratações temporárias, o que movimentará ainda mais a economia. A previsão é que sejam abertas o mesmo número de vagas temporárias, ou mais, que no ano passado. “Em novembro e dezembro, 16,6 mil temporários devem ser admitidos”, completa José Evaristo.