Michelle Rabelo
O Dia Nacional de Combate ao Câncer vai ser comemorado com ação que pretende concientizar a população quanto a importância da prevencão e tratamento da doença. A II Caminhada do Dia Nacional de Combate ao Câncer, acontece neste sábado (26/11), às 8h da manhã , no Parque Vaca Brava. A iniciativa é do Centro Brasileiro de Radioterapia, Oncologia e Mastologia (Cebrom) e acontece pelo segundo ano consecutivo. O evento espera a presença de médicos especialistas em Oncologia, psicólogos, enfermeiros, profissionais de educação física, além de pacientes e da população.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), o Brasil terá 520 mil novos casos de câncer em 2012. Goiás, segundo a pesquisa, apresentou 12.520 no ano passado, o que fez com que o Estado dispensasse maior atenção para a necessidade de ampliação dos investimentos em prevenção. Goiânia se prepara aos poucos para conseguir dar suporte a pacientes e familiares. Aqui, temos o Araújo Jorge, o Hospital A.C.Camargo, os Centros dos Amigos da Mama (Ceama) e de Apoio à Família (Ceafam) e, cada vez mais, iniciativas que concientizam a população.
De acordo com a psicóloga e especialista em Psicologia da Saúde, Jacqueline Amaral, quando se conhece a doença e seus sintomas, fica mais fácil prevenir. “O câncer é uma doença que não tem limites. Ela pode acontecer com qualquer pessoas, em qualquer família, e a melhor forma de evitar é a prevenindo”, alerta Jacqueline.
Segundo a Estimativa 2012 – Incidência de Câncer no Brasil, sete novas localizações da doença entraram no ranking dos tumores mais frequentes do país. Bexiga, ovário, tireoide (nas mulheres), Sistema Nervoso Central, corpo do útero, laringe (nos homens) e linfoma não Hodgkin.
Novo aliado
A capital federal ganhou nesta quarta-feira (23/11) o Hospital da Criança de Brasília José de Alencar. O projeto é resultado da mobilização da sociedade de todo país e conta com recursos de empresas privadas. A unidade médica oferecerá consultas e cirurgias ambulatoriais, diagnóstico básico, quimioterapias e novos serviços como diálise, cirurgias e tratamento para doenças crônicas como o câncer.
O hospital será público e gerido pelo Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe), associação sem fins lucrativos. O foco será o atendimento do público infantojuvenil, e estima-se que pode chegar a 314 mil pacientes por ano.