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O que mais
ouço é choradeira. Não digo atualmente, pois acredito que sempre foi assim. O
ser humano tem uma predileção pela auto-comiseração, uma síndrome de coitadinho
que empapuça quem tem que ouvir as lamúrias seja lá por que motivo for. É um
tal de que eu não consigo, eu não dou conta, eu estou cansado, é tão difícil,
tudo dá errado… É muito mimimi para pouco vigor, pouca ação, pouca vontade.
Nego reclama do salário mas não faz nada para merecer um aumento. Reclama do
emprego mas não mexe a bunda para arrumar outro. Reclama da mulher mas é um
completo traste ou não tem peito para ambicionar um novo relacionamento.
Reclama da vida mas não faz nada para mudar. Confesso que ando bem sem
paciência para gente assim.
Acho que o
momento agora é oportuno para dizer tais coisas, pois no final do ano é comum
as pessoas fazerem o balanço dos últimos 12 meses e traçarem planos para os
próximos que vêm pela frente. Como Jards Macalé já afirmou em 1972, o segredo é
ser rapaz esforçado. Você sempre colherá os mesmos frutos se agir sempre da
mesma maneira. Simples, direto e real. Parte de uma atitude tomada agora para
que, lá na frente, outro resultado possa ser verificado. Se não está gostando
do que vê, mude para que possa ver algo diferente. Se não está disposto a
mudar, ao menos pare de reclamar e ficar de cara feia pelos cantos, certo?
Chamo gente
assim de âncora. E não tem nada a ver com os profissionais do Jornalismo que
ancoram programas de debate ou coisas assim. Estou falando de gente que tem
características semelhantes às âncoras dos barcos e navios. Gente assim pesa.
Faz força para baixo. Aquele tipo de cara que, quando chega em determinado
ambiente, o clima sempre cai, perde astral. Pesa o ambiente. Tudo é motivo para
reclamação ou crítica. Nada escapa da pessoa âncora. Um belo estraga-prazeres.
O lance é
que falar mal, blasfemar e reclamar é fácil. Xingar muito no twitter então, nem
se fale! Difícil é adotar uma nova postura perante a vida. Acordar mais cedo para
estudar, ler, trabalhar é difícil. Dormir mais tarde para fazer um curso,
tarefa hercúlea. Optar por receber um salário menor por um tempo para liberar a
agenda e aprender outra língua, coisa impensável. Dispensar um dia do final de
semana para outra atividade, heresia. Muito mais cômodo é ficar de mimimi.
Ninguém quer ser rapaz esforçado.