Evitar embalagens nem sempre é fácil. No supermercado, ao
pedir 100 gramas de presunto “só no plástico, sem a bandeja de isopor”, observo
uma variedade de respostas. Em uma dessas, a funcionária gastou tanto plástico
pra embalar o embutido que minha intenção foi por água abaixo. Em outra, o
funcionário usou o isopor “só pra pesar” e jogou-o fora em seguida! Também
houve quem simplesmente ignorasse o pedido, não o entendesse, sei lá. Agora, procuro
comprar só na padaria, que não usa isopor.
Isso tudo para gerar menos lixo, que é um dos grandes
problemas das cidades e cuja administração (ou a falta dela) tem um alto custo –
financeiro e ambiental. É por essa razão que a “não geração” de resíduos está
entre os objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), que também fala em
redução, reutilização e reciclagem, nessa ordem de importância.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, um terço do lixo
doméstico vem das embalagens, 80% das quais são descartadas depois de
utilizadas uma só vez. Assim, o órgão recomenda que o consumidor evite produtos
“superembalados” – como o vidro de conserva ou a cartela de iogurte que vêm
dentro da caixa de papelão, ou ainda o guardanapo que vem dentro de um saquinho
plástico, quando poderia ser retirado de um porta-guardanapo.
Outra dica é, sempre que possível, adquirir produtos
concentrados. Em uma embalagem bem menor, economizam em matéria-prima e em
transporte, já que ocupam menos espaço que os grandes recipientes das versões
convencionais. Nessa categoria, encontramos amaciante, sabão líquido e
detergente, por exemplo.
Na hora de comprar frutas e verduras, muitas vezes também podemos
optar entre produtos embalados ou não. Às vezes não paramos para pensar a esse
respeito, mas que sentido faz comprar maçãs no saquinho ou tomates embalados
com isopor e plástico, quando há outras opções? E se não há opções sem
embalagem, é tempo de cobrar os fornecedores para que haja.
Em época de Natal, se prestarmos atenção veremos
a abundância e o exagero dos embrulhos de presente, com saquinho, caixa, papel
de seda, papel de presente, muitas fitas e, por fim, a sacola. Mas vale a pena
considerar a possibilidade de usar menos material para os pacotes. Que tal apenas
uma caixa reutilizada enfeitada com uma fita colorida? Uma mudança de hábito
hoje, e amanhã (quem sabe?) nos contentaremos apenas com o presente, sem fita amarela, nem choro e nem vela.
Se você tem algo a dizer sobre isso, por favor manifeste-se abaixo ou me escreva: eafranca@gmail.com