Catherine Moraes e Adriana Marinelli
Fotos: Fábio Lima
Já imaginou montar um look completo gastando quase nada? Estão enganados os que acham que não é possível se vestir bem gastando menos de R$ 15 para comprar duas ou três peças. A moda pode não ser das mais comuns em Goiânia, mas a prática de comprar roupas em brechós e bazares é um hábito entre estudantes de design. O jornal A Redação decidiu conferir de perto esses modelitos e propôs um desafio à estudante de design de moda, Rayssa Mafra, de 20 anos. Ela foi responsável por garimpar dez looks e o resultado você confere logo abaixo.
Rayssa conta que conheceu os brechós por meio de uma amiga da faculdade e acrescenta que bazares de igrejas também são ótimos para se encontrar coisas legais a um baixo custo. Mas ela afirma, entretanto, que as roupas bonitas não brilham entre as demais. A mesma dica é dada pela colega de curso, Camila Teleste, de 21 anos. Há pouco mais de um ano, Camila passou a comprar peças em lojas que vendem roupas já usadas. Sem nenhum receio de vestir as peças que já passaram por corpos de outras pessoas, a jovem garante que vale a pena conferir o que os brechós têm a oferecer. "Não encontro coisas bacanas em todos os brechós. Tem que ter paciência e saber procurar com tempo. Não adianta inventar de fazer compras em 20 ou 30 minutos, é necessário mais tempo para vasculhar bem o que tem naquele lugar", diz.

Geralmente elas pagam entre R$ 5 e 10 pelas peças e valores acima de R$ 40 são considerados caros. Caso a peça seja especial, entretanto, Rayssa garante que vale pagar um pouco mais pelo objeto de desejo. "Quando se acha algo muito diferente e exclusivo, pagar um pouco mais vale a pena", declara. Ela conta que não tem preferência por uma loja específica, mas que o Centro da cidade é um bom lugar para quem deseja matar a curiosidade e se arriscar nessa onda.

"Para quem deseja começar a comprar roupas usadas, o ideal é chegar no Centro e pedir informação sobre locais que vendem peças usadas. As pessoas sempre sabem informar e, depois de achar o primeiro, fica mais fácil achar os outros. Outra boa dica são os outlets, esses mais difíceis de achar, normalmente são mais "escondidos", ja que são peças novas, com um descontão!", ensina Rayssa. As roupas de marca também são encontradas nos brechós. Peças mais antigas claro, mas com etiquetas Brooksfield, Colcci, e até acessórios Prada. "Confesso que não são muitas, mas garimpando dá pra encontrar coisas de marca", afirma a estudante.


Camila garante que continua comprando roupas novas, mas não abre mão das peças não tão novas assim. “Às vezes estou passando perto do brechó e não resisto, acabo entrando para olhar algumas coisinhas”, afirma. A estudante revela que não conhece muitas pessoas que compram roupas usadas. Segundo ela, os conhecidos que aderiram à ideia dos brechós são mesmo os colegas de faculdade. “Eu nunca tinha entrado em uma loja desse tipo. Uma amiga, que já comprava, me indicou e fui para ver se era realmente o que me falavam. Confesso que gostei."

Rayssa também diz que continua comprando roupas de marca em lojas tradicionais e que é bastante interessante a mistura do vintage com o atual. Ela conta ainda que, muitas vezes, as pessoas acham as roupas bonitas e perguntam onde ela comprou. "Sem nenhuma vergonha conto logo onde adquiri", finaliza.


Dependendo da criatividade e bom gosto da pessoa, é possível montar um look fashion e despojado tanto para o dia quando para a noite. “Uso roupas de brechó para ir à faculdade, ao trabalho e até para sair à noite”, destaca Camila.
Produção: Rayssa Mafra
Modelo: Alessandra Moraes
Cabelo e maquiagem: Leila Célia
Agradecimentos: Arezzo / Fabrizio Gianonni / EBM / Vila Marista / Salão Art Bella