Começou ontem o ronco das motosserras da Prefeitura em uma linda praça do setor Oeste. Sinal de que o ano não começou muito bem na capital goiana.
Trata-se da praça da Piricota, point da juventude que morava no bairro nos anos 1960 (e que se intitulou como 'turma da Pyrykotta'). O apelido da praça veio de seu nome anterior, Manoel Pires da Costa. Agora sua alcunha oficial é Engenheiro Eurico Viana, mas o local é o mesmo: na confluência da rua 2 com a avenida República do Líbano.
Nesta sexta a praça amanheceu mais árida, após o corte de várias árvores frondosas. Entre as vítimas, estavam mongubas, sibipirunas e um tamarindo. É certo que havia exemplares doentes, pretos por dentro. Em uma das chuvas com vento do fim do ano passado até caiu uma árvore, no meio da praça.
Mas também é certo que não havia nenhuma muda para substituí-las, coisa que deve ser feita não depois da derrubada, mas muito tempo antes. Além disso, junto foram derrubados vários espécimes saudáveis.
Também retiraram toda a cobertura vegetal do solo, “pra plantar grama esmeralda”, segundo um funcionário da Comurg. Quase todo mundo conhece uma das principais características da grama esmeralda, que veio do Japão e se difundiu por aqui como se não houvesse mais diversidade no mundo: ela não tolera sombra. Pergunta para reflexão: árvore frondosa e grama esmeralda combinam?
As aves perderam seus ninhos. E a cidade, mais uma bela praça.