Adriano Gonçalves
Goiânia – O término de um ano sempre nos provoca uma invasão de “reflexões”, que tendem a nos deixar meio “atordoados”: Por que não fiz aquela dieta para perder os quilos que insistem em aumentar a cada dia? Ah, eu poderia ter lido mais nesse ano… planejei ler no mínimo dois livros por mês, e olha ao ponto que cheguei: ler artigos de sites, revistas e jornais sem chegar ao fim (espero concluir este, pelo menos). Não consegui visitar meus familiares… praticamente resumi minha presença a telefonemas rápidos – “amortecedores de consciência” (a minha).
O que faz do seu tempo chamado “agora” já lhe dá bons indícios do que virá. Agora você se determina a ir até ao fim deste artigo e, estando inteiro neste “agora”, poderá transformar sua consciência para estar mais inteiro no tempo e espaço em que vive.
O que você tem vontade de fazer agora quando lê este artigo? Talvez ligar para alguém que há tempos não vê e nem fala, mas que faz uma baita falta. Dou licença para parar a leitura e ligar “agora”. Não tenha dúvida, você marcará para sempre esse alguém, e também a si próprio.
Este exemplo simples do dia a dia nos desafia a deixar a cultura do depois. A dieta que começa na segunda, a viagem do segundo semestre, os filhos depois do PPPD (pós-pós-pós doutorado). É um grande desafio viver do agora, desse tempo que grita a nossa apropriação dele como nosso, do espaço ocupado por uma existência que vive do que tem, agora. O depois não existe, a não ser como classe gramatical chamada advérbio. Quando o depois chega, ele se transforma em seu “agora”.

*Adriano Gonçalves é missionário, formado em filosofia e psicologia. É Apresentador do Programa Revolução Jesus, na TV Canção Nova, e autor dos livros “Santos de Calça Jeans”, “Nasci pra dar certo!”, “Quero um amor maior” e “Agora e para sempre – Como viver o amor verdadeiro”, todos lançados pela editora Canção Nova.