Ando bastante seletivo em relação às pessoas que estão ao meu redor. Minha paciência tende a zero quando convivo com alguém que não é do meu gosto, com quem eu não tenha algum tipo de afinidade. Naturalmente, as exceções existem. Um amigo me disse certa vez uma máxima que carrego comigo até hoje: “Por dinheiro, eu até trabalho”. Ou seja, quando o assunto é o ganha pão nosso de cada dia, a gente é mais condescendente. Por outro lado, no momento de lazer, a conversa muda. Só deixo espaço para aqueles que me fazem bem. Pensando nisso, identifiquei os tipos de gente que eu quero distância nos dias de descanso.
1- Gente âncora – sabe aquele tipinho que quando chega, a derrota vem junto? Pois é, batizei as pessoas com esse, ãhn, dom de gente âncora. São aqueles que têm o poder de colocar tudo para baixo. Elas pesam. Sempre têm uma crítica para fazer, sempre conseguem perceber o pior, sempre têm um defeito para observar. Sério, a vida já tem tanta coisa que me deixa triste que prefiro abstrair um pouco dos problemas quando estou de folga.
2- Gente monotemática – não existe nada mais chato do que gente que só sabe falar de uma coisa. Seja futilidade que não me interessa como carro, roupa ou BBB; seja futilidade que me interessa como futebol, gastronomia ou música. Quem não consegue transcender um tema e perceber a diversidade do mundo, na boa, não dá para suportar.
3- Gente fanática – talvez esse seja o pior dos tipos que listo aqui. Gente que não entende a multiplicidade de opiniões e não aceita o contraditório é de doer o pâncreas. Quando o indivíduo tem muita certeza a respeito de um assunto, a intransigência oprime. E enche o saco. Ninguém é obrigado a aguentar palestra de fanático em religião, futebol ou política. Muito menos no final de semana.
4- Gente treta – se você tem dois caminhos para resolver um problema, um pelo diálogo e outro pela treta, e opta pelo segundo, me desculpe, mas você tem um sério distúrbio. E como não sou pago para suportar distúrbio alheio, prefiro manter distância. A encrenca deve ser o último dos recursos, mas tem gente que fura fila e a escolhe logo de cara. A opção pela treta em casos resolvíveis com uma conversa me provoca asco. E não sinto prazer com o asco.
5- Gente esnobe – quanto custou a calça, o celular, o vinho, a cobertura, a viagem… E quem se importa? Só o esnobe! E como essa raça infeliz se prolifera agilmente em tempos de consumo fácil… Para estes, sempre carrego minha carteirinha da Feira da Marreta. Mostrar esse documento a um esnobe tem o mesmo efeito de apresentar alho para um vampiro. Um cara prevenido vale por dois.
E você, caro leitor? Na sua opinião, que tipo de gente compensa o seu esforço para ver pelas costas?