Mônica Parreira
Goiânia – A partir do ano que vem, os farmacêuticos goianos passarão a contar com diversas opções de aperfeiçoamento profissional. Em entrevista ao jornal A Redação, a vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás (CRF-GO), Lorena Baía, anunciou a criação da Escola Superior de Farmácia. A novidade está em fase de elaboração e integra uma série de ações gratuitas realizadas pela entidade em prol da qualificação dos associados.
“Só quem ama verdadeiramente a farmácia pode criar a Escola Superior da Farmácia. É uma forma de promover valorização do farmacêutico através da qualificação profissional”, disse Lorena ao dar detalhes do projeto. A meta é oferecer cursos, palestras e formação, tanto para farmacêuticos que já atuam na área quanto para os jovens que estão ingressando no mercado.
“Muitos recém-formados acabam abandonando a profissão por não se sentirem acolhidos, e queremos evitar isso. Vamos, inclusive, focar no empreendedorismo para instruir quem que quer ser dono do próprio negócio, é uma área que está em expansão”.
Nova sede do Conselho foi inaugurada em junho (Foto: divulgação/CRF-GO)
Inaugurada recentemente, no Setor Marista, a nova sede do Conselho Regional de Farmácia vai abrigar as atividades da Escola que forem realizadas em Goiânia. No local já funciona o projeto CRF-GO de Portas Abertas, que toda semana tem programação diversificada. “Mais do que uma obra, a gente queria entregar uma sede que fosse humanizada, com serviços para atender aos anseios da categoria”, disse a vice-presidente.
Desde que abriu as portas, em 1º de junho, o prédio oferece palestras, cursos e oficinas sobre os mais variados temas. Conforme destacou Lorena, em poucos meses a sede já recebeu eventos como o simpósio sobre Qualidade de Vida e Envelhecimento; o 2º Encontro de Educadores Clínicos, que reuniu profissionais de toda da região Centro-Oeste do país; e até Encontro Nacional de Homeopatia.
Auditório da nova sede recebe diversos eventos (Foto: divulgação/CRF-GO)
Com a criação da Escola Superior de Farmácia, Lorena afirmou que o CRF de Portas Abertas deixa de ser um programa para se tornar um braço da instituição. “Independente de políticas, a sede fica em pleno funcionamento, mostrando o compromisso do Conselho em qualificar o farmacêutico e oportunizar pra ele o crescimento e a valorização profissional através do conhecimento”, comentou.
Interior de Goiás
Lorena confirmou que o projeto de qualificar os associados também contempla o interior do Estado. “Queremos empoderar as seccionais (Uruaçu, Rio Verde, Luziânia e Anápolis) e, para isso, vamos criar as delegacias de atendimento nas diversas regiões do nosso Estado”, disse. A intenção é estabelecer diretorias regionais, que servirão como ponte entre a sede do CRF-GO e os municípios, para criar uma agenda e descentralizar os cursos.
(Foto: Letícia Coqueiro / A Redação)
Outra ação para beneficiar os farmacêuticos do interior é o CRF Em Casa. “É uma plataforma on-line onde o farmacêutico acessa todos os serviços do Conselho, de onde ele estiver. Até emissão de certidão de regularidade técnica, que é o documento que regulariza o estabelecimento farmacêutico, é emitido pelo CRF Em Casa. O programa traz mais comodidade para o profissional”, explicou Lorena.
Dicas
Defensora da qualificação profissional, Lorena ainda deu cinco dicas para se dar bem no mercado de trabalho. São, segundo ela, princípios válidos para qualquer profissão. Confira:
– Língua estrangeira
“É importante investir em outra língua, de preferência o inglês. Atualmente as melhores oportunidades exigem um inglês fluente e, no ramo da farmácia, não é diferente”

– Networking
“Vale buscar cursos de aperfeiçoamento, participar de congressos e vários outros mecanismos para aumentar o seu networking”
– Mídias digitais
“O profissional deve estar atualizado em relação ao marketing e às mídias, que têm grande influência em qualquer negócio, especialmente para o empreendedor. É preciso entender o seu negócio e saber colocá-lo em evidência”
– Entidades de classe
“Participar das entidades de classe é essencial. Conselhos e sindicatos têm oferecido oportunidades de qualificação profissional que podem ser um grande diferencial no mercado de trabalho. E as atividades geralmente são gratuitas”
– Especialização
“Não basta ter o diploma de curso superior, é preciso desenvolver competências e habilidades próprias da área onde o profissional pretende atuar. Por isso é necessário investir em especialização”