Yuri Lopes
Goiânia – Criado nos anos 1970 na Tailândia e popularizado no resto do mundo nos anos 1980 com o lançamento do Red Bull, os energéticos surgiram com o objetivo de dar mais disposição a caminhoneiros, mas hoje é fartamente encontrado entre frequentadores de baladas e festas, principalmente por jovens.
Por conta do rápido aumento do consumo entre jovens, a Universidade de Waterloo, no Canadá, realizou um estudo que revelou os efeitos nocivos do uso contínuo de energéticos, e que foi detalhado em matéria publicada pela revista Veja desta semana.
O estudo foi concluído após ouvir 2.055 jovens, com idades entre 12 e 24 anos, e teve seus resultados obtidos a partir do consumo médio de duas latas do produto.
Segundo o levantamento, metade das pessoas ouvidas relatou que já sentiu algum dos sintomas causados pelo consumo de energético, como taquicardia, dor de cabeça, problemas para dormir, vômito e diarreia.
“Esse tipo de bebida [energético] é ainda mais nocivo ao corpo do jovem. O que também preocupa é que o consumo tem aumentado drasticamente”, disse o pesquisador e professor da Faculdade de Saúde da Universidade de Waterloo, em entrevista à Veja.