Goiânia – Durante muitos anos o sindicalismo trabalhista sobreviveu graças às contribuições compulsórias. Aquela que a gente não quer dar, mas que é retirada diretamente dos nossos salários, sem que ninguém nos pergunte se concordamos. Com a reforma trabalhista essa decisão passou a ser facultativa, ou seja, opcional. Dá quem quer e para isso precisa escrever uma autorização para permitir o desconto em folha. Então, aquele dia que você dava ao sindicato todos os anos para de existir. A decisão foi confirmada esta semana pelo Supremo Tribunal Federal.
E porque foi preciso envolver o STF se já havia uma decisão contra a cobrança do imposto sindical? Porque os sindicatos disseram que 80% deles terão de fechar as portas sem essa verba. Perderam e, agora, naturalmente, não fecharão nada, porque sempre haverá uma vasta casta de gente querendo viver digamos de fazer política sindical sem pegar no batente.
Antes disso, mandavam cartas às pessoas dizendo que em assembleia soberana, com dois ou três deles, haviam decidido seguir a cobrança e mandavam boletos. Muitas pessoas, de forma inocente, acabavam pagando. Por conta dessa dinheirama toda é que surgiram muitos sindicatos, centrais sindicais, líderes sindicais que mais tarde viraram políticos.
Aliás, foi um passo para isso acontecer. Com o argumento de que era preciso ter representatividade no Congresso a aprovação de verbas polpudas para campanhas era muito fácil. O certo é que junto com as campanhas em prol supostamente de mais salários, direitos e condições de trabalho e emprego, muitos enveredaram pelo peleguismo, viveram a vida toda muito bem e às custas do que tiraram da chamada “catiguria”. Um erro histórico e lamentável que ora se corrige.
Por esses dias saiu a taxa de desemprego, 12,7%. Inadmissíveis, vergonhosos, pornográficos. Representam 13,2 milhões de pessoas desocupadas. E ainda queriam que o modelo antigo e imoral fosse mantido. Fez bem o STF em não manter. Os sindicatos que façam campanhas, gincanas, que devolvam seus sindicalistas a postos de trabalho, que exerçam o sindicalismo fora do expediente, que tal? Que atuem com aqueles que ainda acham que vale a pena alimentar quem pouco faz por eles.