Goiânia – Muita gente questiona os índices de inflação. Quando saem as taxas oficiais, na casa de 1%, 2%, 3%, as pessoas ficam indignadas e agem com desconfiança em relação à medição. Esses índices estão corretos, o que acontece é que a sua cesta de compras não é igual a minha, nem de outra pessoa. Quando se mede a inflação se leva em conta uma família com um determinado número de pessoas, com um perfil que considera um determinado mix de produtos. Portanto, se você pesquisar que produtos são esses e se enquadrar no perfil que se leva em conta e passar a comprar e consumir apenas aqueles produtos e serviços, certamente se enquadrará na inflação que é divulgada pelo governo.
De todo modo, nunca é demais lembrar, cada um tem sua própria inflação. Ela aparece sobretudo no supermercado, quando visualizamos as gôndolas e as etiquetas em alta. Sem contar outros hábitos de consumo, uso de carro, de táxi, de ônibus, idas ao cinema, parques, almoços e jantares fora etc.. Ou seja, sua inflação depende de você, será maior ou menor se você cuida mais ou menos das unhas, do cabelo, da forma como você administra seu orçamento.
Há, no entanto, inúmeros fatores que acabam pressionando o bolso de todo mundo. A greve dos caminhoneiros, por exemplo, desestruturou todos os preços, desequilibrou a relação produção/consumo e o efeito sobre os preços foi muito ruim. Para piorar, há os maus empresários, aqueles que mesmo depois das coisas terem entrado nos eixos seguem na linda dos demais, numa atitude politicamente incorreta de querer levar vantagem num momento tão ruim para a média da população. Se você identificar esse tipo de comportamento, boicote o estabelecimento, é a melhor das respostas que se pode dar.
Outros fatores são os preços elevados dos combustíveis, que não param de subir. Pessoalmente acho que a Petrobras deveria encontrar outra forma de corrigir os preços, ao menos ampliar o prazo de correção, promover reajustes mensais pela média, quem sabe. Mas toda semana elevar os preços na bomba é algo muito ruim e que tem efeito imediato sobre os preços de vários produtos e serviços.
O câmbio é outro fator a impulsionar os preços. Muitos produtos e matérias-primas são importados e o aumento do dólar pesa muito na composição dos preços. Por tudo isso, uma simples e inocente ida ao supermercado ou feira-livre vira um exercício complexo de economia doméstica e que poucos sabem conduzir. Ah!, esqueci de falar da seca, da entressafra do segundo semestre, outros motivos para que os preços estejam em alta. Mude de hábitos, o seu mix de consumo, tente buscar meios de fugir, se for possível, de todos esses obstáculos.