A Redação
São Paulo – Para celebrar o centenário de nascimentos do escritor baiano Jorge Amado (em agosto deste ano), foi organizada a Exposição Jorge, Amado e Universal. A mostra sobre a vida e obra do ícone brasileiro abre ao público nesta terça-feira (17/4), no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. A mostra vai até o dia 22 de julho.
O coração da exposição, no entanto, está no grande acervo cedido pela mulher do escritor, Zélia Gattai. São imagens que mostram o escritor em diversas fases e em encontros com personalidades como Tom Jobim e Fidel Castro. Também estão disponíveis cartas originais que o escritor, morto em 2001, recebeu de amigos como Carlos Drummond de Andrade e François Mitterrand.
Uma sessão da mostra é dedicada à temática do erotismo e da malandragem. Nessa parte, o visitante encontra excertos da obra de Jorge Amado que vão versar sobre a malandragem e o jeitinho brasileiro. Há também uma seção que faz referência "ao conceito do historiador Sérgio Buarque de Hollanda, da cordialidade brasileira”, ressalta Ana Helena.
Obras em detalhes
Lembranças a personagens específicos do ficcionista baiano estão, entretanto, em outra parte da exposição. Em fitas do Senhor do Bonfim estão escritos os nomes de cada um dos mais de 5 mil personagens criados pela imaginação de Amado. Além disso, foram eleitos nove personagens que foram detalhados para o público.
As traduções para 49 línguas das obras escritas ao longo de 89 anos estão representadas em uma sala “onde as pessoas podem ter contato com essa amplitude, essa quase geografia expandida da edição da obra. Ali, tomam contato ainda com as primeiras edições ilustradas”, destaca a diretora.
Não faltam referências aos 25 anos de militância política (comunista) do escritor. Em uma instalação que lembra as máquinas rotativas de jornais, estão fotos de viagens a países comunistas e são mostrados trechos das obras escritas nesse período. (Agência Brasil)