Roberta Rodrigues
Goiânia –
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, apresentou nesta quinta-feira (20/12) o balanço agropecuário de 2018 e comentou sobre as perspectivas para 2019. A reunião ocorreu na sede da Faeg, em Goiânia, e contou também com a participação do diretor Executivo do Instituto para Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), Edson Novaes, e do superintendente adjunto do Sistema Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) de Goiás, Dirceu Borges.“Aliado a todas as questões institucionais tivemos queda na produção de 2,8% no estado de Goiás em função de fatores climáticos. Apesar de tudo isso a agricultura e pecuária termina o ano bem”, explicou o presidente da Faeg, expressando preocupação com os produtores rurais que terminam o ano com níveis consideráveis de dívidas.
O presidente da Faeg comentou que o setor se mostrou persistente e conseguiu extrair bons resultados. Força que abre caminho também para um ciclo com perspectivas mais positivas para 2019. "Devemos retomar o crescimento, colocar o País nos trilhos e em Goias não é diferente. Existe todo um cenário de desafios, como o endividamento dos produtores, mas também de confiança, temos previsões de crescimento de produtividade para o ano que vem", afirmou.
Dados
“Mas tivemos aumento da soja (8%) que amenizou a queda no milho. A safra de verão foi muito positiva, a produtividade média de soja registrou o melhor resultado histórico de Goiás com cerca de 58 sacas por hectare," explicou.
Sobre as vendas em 2018, a soja ganhou destaque pela exportação, pois foram embarcados volumes históricos para o País. "Foram exportados mais 74 milhões de toneladas de soja, contra 68 milhões de toneladas do mesmo período do ano passado", explicou Edson Novaes. "Com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, a maior consumidora do grão no mundo se voltou para a América do Sul, o que levou aos recordes mensais de exportação do grão."
Na pecuária, de janeiro a outubro deste ano, nas exportações de frango tiveram queda de 21,7% no Brasil e de suíno, 36%. Para a carne bovina o resultado foi estável, 0,2% de queda.
Além disso, houve também os prejuízos na cadeia do leite por conta da queda do consumo, decorrentes de problemas como greve dos caminhoneiros. Para Edson Novaes, carne e leite foram produtos que mais sentiram retração e expectativa de 2019 é de que haja recuperação.
Na apresentação do balanço, o superintendente do Senar, Dirceu Borges, comentou sobre as ações desenvolvidas pela instituição, com o intuito de oferecer atendimento para os mais de 3 mil produtores rurais de 246 municípios do Estado de Goiás atendidos pelos programas que colaboram com desenvolvimento dos trabalhadores. “Foram mais de 300 mil pessoas impactadas diretamente pelas ações, cursos, treinamentos e programas do Senar Goiás em 2018”, destacou.