Goiânia – Quando você está na escola aprende logo que é preciso, para passar de ano, ter uma boa média. Assim, se tirar 3, 4 em matemática, precisará estudar mais, se aplicar mais, para tirar, digamos, um 8 ou 7 na prova seguinte. A soma dividida pelos bimestres deve ser igual ou maior de 5. Na vida e em economia é a mesma lógica. Você jamais vai encontrar alguém que nunca tenha tido um prejuízo com uma aplicação malfeita, um negócio errado, um gasto inesperado. O segredo, como disse, é assim que consumado o fato, partir para a recuperação. Teve um prejuízo? Faça logo um plano para recuperar o terreno perdido, seja por meio de um bico, de um outro emprego, de economizar em alguma coisa, de abrir mão de um sonho.
Por isso eu sempre recomendo às pessoas coisas absolutamente básicas, como nunca colocar todos os investimentos num único lugar, nunca gastar todo o seu dinheiro na compra de uma casa, de carro ou de uma viagem. Muitas pessoas gostam de pensar de forma bastante simples e diferente quando dizem: “Dinheiro é para gastar”. Eu prefiro dizer que dinheiro é para poupar.
Quando você guarda dinheiro, por pouco que seja, com o tempo formará um capital razoável e isso poderá lhe dar uma condição melhor para realizar um sonho de consumo em condições bem mais favoráveis ou absorver um eventual prejuízo. Com dinheiro na mão você pode trocar de carro, fazer uma viagem, um cruzeiro com a família ou com alguém que você goste ou ainda adquirir algo maior, como a casa própria.
Vou citar aqui o meu próprio exemplo de vida. Quando eu era mais jovem já tinha esse hábito de poupar. Com uns 20 e poucos anos comprei um terreno na periferia de São Paulo com a intenção de construir uma casa para morar. Mas veio o Plano Collor e desfez o sonho quando prendeu o dinheiro de todo mundo. Não havia como contratar pedreiros e comprar materiais de construção com pouco dinheiro. O que eu fiz?, voltei a guardar dinheiro. Quando tinha um volume que considerava razoável, e aí tinha decorrido um tempo, percebi que aquele local, no futuro, poderia não ser apropriado para criar uma família. Hoje passo eventualmente por lá e vejo que estava certo. Daí parti para um tipo de transação que foi determinante para mim e minha vida: a permuta.
Muita gente torcia o nariz. Mas eu sempre pensei: haverá sempre no mundo alguém que possui um imóvel melhor que o meu e que está precisando de dinheiro por diversas razões. Porque então não oferecer uma troca. Dou meu imóvel, ofereço uma grana a mais e fechamos o negócio. A pessoa se capitaliza e continua sendo dono de um imóvel. Sabe quantas vezes fiz isso ao longo da vida: 5 vezes, todas com imóveis.
Todas as negociações com a mesma estratégia. No início os corretores falavam que isso seria impossível. Pois eu digo que é mais fácil do que muitos imaginam. Quando o negócio é bom e favorece as duas pontas, não há motivo para não ser fechado. São as oportunidades da vida. Mas, tenham em mente, a base de tudo é poupar. Você poupa, guarda durante um tempo e quando achar que tem um volume suficiente vai para o mercado com suas propostas. Elege um alvo, o que pretende comprar, e vai negociando.
Muitas vezes a pessoa, como primeira resposta, lhe diz não. Não desanime. Ainda assim faça sua proposta. Com o passar dos dias, se ela de fato estiver precisando vai analisar a questão com menos desprendimento e paixão e quase com certeza irá aceitar o que você quer.
Tenha paciência. Aproveite esses dias meio mornos para planejar seu 2019. Pense no que pode adquirir, quanto irá precisar de dinheiro e passe a guardar um pouco por mês. Muitas vezes isso inclui até carro na negociação. Hoje, em tempos de aplicativos e melhores condições de transporte urbano, creiam, isso se tornou bem mais fácil. Faça as contas, vá à luta e mude de vida. Bons negócios a todos!