O alto tucanato em Goiás está definindo o perfil do nome que representará a base do governo estadual na disputa à prefeitura de Goiânia. Em tempos de denúncias de ligações de políticos goianos com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o candidato precisa ser "imaculado", "novo" e já ter mandato. A decisão pode sair nos próximos dias, revela um tucano do bico grande.
Instável
De Leonardo Vilela, sobre as declarações anônimas acerca da instabilidade de sua pré-candidatura. "Pessoa que faz isso não merece crédito. Se tiver declaração anônima eu não vou responder. Não fiz nada de errado"
Abono
A propósito, o governador Marconi Perillo (PSDB) mantém a ideia de permanecer distante do processo eleitoral. Mas abonará o nome indicado pela base.
Rejeição
Recente pesquisa qualitativa realizada em Goiânia mostra que a maioria dos entrevistados rejeitam candidatos indicados por Marconi e o ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB).
Influência 1
Mesmo assim, a maioria dos entrevistados não acredita que a dificuldade enfrentada pelo governo do Estado possa atrapalhar o mandato de um candidato da base estadual.
Influência 2
A ausência do peso do partido também influencia o prefeito de Goiânia Paulo Garcia (PT). O tímido mandato de Pedro Wilson na capital (PT, 2001-2004) não prejudicaria a reeleição de Paulo.
Saúde
A pesquisa ainda aponta 51% dos entrevistados insatisfeitos com a rede de saúde da capital.
Alternativa
O ex-deputado estadual Ozair José (PT) já começa a ser citado como alternativa à sucessão do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB).
Contra reeleição
Maguito, que sempre foi contra reeleições, ainda não decidiu se disputará o segundo mandato no município.
Desperdício
Segundo a Comurg, a prefeitura de Goiânia economizaria R$ 1 milhão por ano caso a população fosse mais consciente e não jogasse tanto lixo nas ruas.