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Vamos reciclar

24.04.2012 - 18:58:03
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Recentemente, me deparei com alguns números importantes sobre a coleta seletiva de Goiânia. Somente 5% dos resíduos produzidos na cidade são mandados para a reciclagem e apenas uma pequena parcela da população participa do programa (20%, estima a Comurg). Achei até uma estimativa alta. No meu prédio, a impressão que tenho é de que quase ninguém separa.
 
A coleta da Prefeitura passa hoje em todos os bairros da cidade – apesar de alguns conhecidos meus dizerem que não veem o caminhão faz tempo. Reclamei na Comurg, que informou que esses desvios devem ser corrigidos. Ou seja, o caminhão deve voltar a passar na casa desse pessoal, vamos ver. 
 
O fato é que a coleta é extremamente importante, exige um investimento alto por parte do poder público (ou seja, por nós mesmos) e o mínimo que podemos fazer é separar o nosso lixo, garantindo eficiência a ela. Não é difícil. Apenas uma questão de hábito. Por isso, preparei algumas dicas bem básicas para quem se motivar a entrar nessa.
 
Primeiro passo
Confirme se a coleta está passando na sua rua. Você pode fazer isso clicando aqui ou telefonando para a Comurg: 3524-8555 ou 3524-1860. 
 
Se não estiver, reclame. Se estiver, saiba o horário certo para colocar o material na rua.
 
De qualquer maneira, você tem a opção de levar os recicláveis para uma unidade do Pão de Açúcar (não sei se há outros supermercados que ofereçam essa possibilidade). Ou para um dos PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) espalhados pela cidade. O bom é que ali também dá para deixar pilhas (atenção, em um compartimento próprio para isso) – coisa que não vai pra coleta seletiva porta a porta. 
 
Aqui você encontra a localização dos PEVs pela cidade. Mas é preciso checar, pois pode ter havido mudanças. Já vi na Praça do Avião, no Bosque dos Buritis e no Parque Flamboyant.
 
Segundo passo
Separe um cesto onde possa acumular o material reciclável. Não é preciso vários cestos, pois a separação entre papelão, lata, plástico etc será feita lá nas cooperativas de catadores.
 
Terceiro passo
Saiba o que segregar:
 
É RECICLÁVEL
Papel: jornal, revista, caixa de papel ou papelão, caderno, envelope, papel de rascunho ou embrulho, embalagem Tetra Pak.
 
Plástico: garrafa de água e refrigerante, saco de leite, frasco de shampoo e produtos de limpeza, vasilha, tubo de pasta de dente, cano de PVC, saco, sacola, brinquedo, embalagem de alimento.
 
Vidro: garrafa, copo, frasco de perfume, lâmpada (com exceção das fluorescentes). O ideal é protegê-los para que não se quebrem no caminho, embalando-os com jornal.
 
Metal: lata de bebida ou de alimento, prego, parafuso, panela, fio, arame, chapa metálica.
 
Tudo deve estar limpo, por diversas razões. Primeiro porque material sujo fede, e segundo porque haverá pessoas envolvidas no trabalho de triá-lo (e elas não merecem trabalhar com material sujo!). Terceiro, porque a sujeira também não tem muito futuro na indústria da reciclagem. Ou seja, o material perde seu valor e acaba indo parar no lixo. 
 
A melhor forma de limpar tudo, a fim de não desperdiçar água, é deixando o material reciclável dentro da pia enquanto se ensaboa e enxagua a louça.
 
Em caso de dúvida, esclareça-a com a Diretoria da Coleta Seletiva da Comurg: 3524-8575.
 
NÃO É RECICLÁVEL
Restos de comida, fralda suja, fotografia, papel de fax ou de cartão de crédito, papel higiênico, etiqueta adesiva, fita crepe, cabo de panela, tomada, isopor, embalagem de bolacha, clips, esponja de aço, grampo, pilha, bateria, espelho, cerâmica e porcelana.

 
O isopor, na verdade, até é reciclável. Mas as cooperativas daqui não têm para quem vendê-lo, portanto não adianta despachar o material pelo caminhão da coleta seletiva. Aliás, essa é uma excelente razão para buscarmos, com muita garra, não utilizar o produto.
 
No dia a dia, vão surgindo dúvidas e materiais que a gente não faz ideia de onde enfiar. Mas aos poucos vamos entendendo a lógica da coisa e fazendo parte dessa engrenagem, fundamental em um mundo que está cheio de material reciclável contribuindo para entupir nossos aterros – outra infraestrutura bem cara, que precisamos fazer funcionar com eficiência.
 
E então, vamos participar?
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por Elisa A. França

*Jornalista formada pela UFG, especializada em comunicação ambiental, com passagem pelo Greenpeace e pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

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