A Redação
Goiânia
– Menos de um mês após a Enel Distribuição Goiás anunciar novos procedimentos para credenciamento de fornecedores de transformadores de energia, representantes da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) se reuniram nesta quinta-feira (21), na sede da companhia, para apresentar as dificuldades enfrentadas por empresários goianos para adequação às mudanças.
A reunião foi mediada pelo diretor de Relações Institucionais da Enel Brasil, José Nunes, e teve participação do diretor de Relações Institucionais da Enel Goiás, Humberto Eustáquio, e do responsável pela área de Grandes Clientes da companhia, Marcelo Mundim.
O presidente do Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento do Estado de Goiás (Sinprocimento), Olavo Barros, e o executivo do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Goiás (Simelgo), Orizomar Araújo, também compareceram ao encontro e levaram aos dirigentes da Enel Goiás as principais preocupações dos industriais com a mudança das regras.
Na oportunidade, ficou acertado que a distribuidora irá avaliar a implantação de um programa para desenvolvimento de fornecedores em parceria com o IEL Goiás, além de estudar a liberação de um prazo de transição para que os industriais goianos possam implementar as mudanças requeridas pela nova normatização. A empresa comprometeu-se a dar uma resposta na segunda-feira (25) às solicitações encaminhadas pelo setor produtivo.
As novas regras fazem parte da Portaria Interministerial n. 104, editada pelo governo federal em 2013, mas somente em janeiro deste ano a normativa passou a ser requerida dos industriais goianos. Presente ao encontro na Enel, o vice-presidente da Fieg, Flávio Rassi, ressaltou que o setor produtivo enxerga as mudanças como positivas, entretanto frisou a importância de um prazo para a transição.
"Entendemos que a intenção é trazer ainda mais qualidade para o setor e vemos a normatização como uma oportunidade para a indústria goiana conquistar inclusive novos mercados ao buscar a certificação de seus produtos. Mas isso requer um prazo para implantação", ponderou.
Empresários dos setores de transformadores e de fabricação de postes participaram do encontro e pontuaram as dificuldades que as indústrias vêm enfrentando desde o descredenciamento da lista de fornecedores de materiais da Enel.
Descredenciamento
"Desde novembro, estamos batendo com a cara na porta com o descredenciamento do Labmetro da UFG, que fazia os ensaios para certificação dos transformadores produzidos aqui em Goiás. Não temos para onde ir e a certificação de um laboratório dentro da indústria demora meses", pontuou Cardec Mateus, proprietário da indústria Nathusa Transformadores.
A reunião foi acompanhada pelos presidentes do Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra), Célio Eustáquio de Moura, e da Câmara da Indústria da Construção de Goiás (CIC), Sarkis Nabi Kuri, que foram unânimes em defender o diálogo, inclusive disponibilizando as instituições do Sistema Fieg (Senai, IEL e ICQ Brasil) para construir junto com a distribuidora soluções para o impasse.
"Queremos quebrar as dificuldades, ao instrumentalizar as empresas para o atendimento às novas exigências. Nossa preocupação é não parar a linha de produção das indústrias goianas", observou Moura.