Nesses casos, estabeleceu-se uma relação onde o pai é considerado o único homem do mundo capaz de oferecer amor genuíno e proteção. Trata-se de uma espécie de “apaixonamento” que transpassa a infância e, na fase adulta, solidifica a lealdade da mulher para com o pai. Tais dinâmicas costumam dar-se em nível inconsciente.
Haverá, então, duas formas de essas mulheres apresentarem-se a seus namorados ou maridos: muito grandes ou pequenas demais. Entendemos como grandes aquelas que se comportam como “rainhas soberanas” em função do próprio poder outorgado por aquele pai, que lhe fez todas as vontades no tempo exato em que eram manifestadas e omitiu-se na função de corrigir.
Já as pequenas comportar-se-ão de forma absolutamente frágil e mostrar-se-ão incapazes de resolver as demandas adultas, cabendo ao companheiro continuar o trabalho do pai. Em ambos os casos, as relações tornam-se desequilibradas.
Há também outra questão interessante: as Filhinhas do Papai costumam fazer o movimento (da alma) de retorno à casa dos pais, o que aumenta a probabilidade de fazer, inconscientemente, as piores escolhas no campo afetivo. Assim elas podem justificar que não há, no mundo, um homem tão bom quanto ao papai.
*Orlando Costa é constelador familiar com formações em Comunicação Social e Programação Neurolinguística. É autor dos ebooks “5 meditações diárias para o macho moderno” e “Antes de Mim”. É também dono do Instagram @orlando.gcosta, em que posta textos e reflexões sobre os relacionamentos modernos.