A Redação
Goiânia – Provavelmente todo mundo, pelo menos alguma vez na vida, irá sentir dores nas costas. A lombalgia é uma condição extremamente comum e corriqueira, sendo uma das grandes causas para justificar ausências no trabalho.
Por ser algo tão presente na rotina dos brasileiros, muitas vezes, a lombalgia não é levada tão a sério. Não é raro encontrar pessoas que preferem apostar em remédios e técnicas caseiras a, de fato, procurar um médico.
Isso é um grande risco, uma vez que o diagnóstico correto é responsável por direcionar ao tratamento mais adequado e evitar que a condição piore.
O que é lombalgia?
A lombalgia é o termo médico para as dores nas costas, mais especificamente o incômodo sentido na lombar, na parte inferior da coluna.
Estudos mostram que pelo menos 90% da população mundial sofrerá com isso em algum momento.
Além das costas, a dor pode irradiar para as pernas e, inclusive, pés. O motivo é a presença de nervos nessa região do corpo que interligam todos os membros inferiores.
Existem diferentes causas para o surgimento da lombalgia. As principais, e mais recorrentes, são erros na postura, falta de exercício físico e sobrecarga da coluna – normalmente causada por mochilas pesadas ou outros tipos de peso.
No entanto, a dor na parte inferior das costas também pode ser sinal de outros distúrbios – como a hérnia de disco, inflamações, artrose e até problemas emocionais, como ansiedade e estresse exacerbado.
Dessa forma, em casos recorrentes e incapacitantes, uma consulta a um médico qualificado torna-se ainda mais necessária.
Importância do diagnóstico correto
A lombalgia pode prejudicar imensamente a rotina de qualquer pessoa, a incapacitando e impedindo de realizar as tarefas do cotidiano normalmente. Por isso, é essencial buscar o atendimento especializado.
“O diagnóstico correto da lombalgia é essencial para o sucesso do tratamento. Existem muitas causas, com diferentes opções de intervenções”, afirma o médico Marcus Yu Bin Pai, especialista em dor pela USP.
Além disso, o médico lembra que a maioria das dores lombares é causada por falta de movimento – como no caso de alguém sedentário – ou por sobrecarga muscular.
A falta de acompanhamento médico, além de não solucionar o problema, impede a descoberta do motivo das dores e isso pode aumentar o risco à saúde do paciente.
“Um diagnóstico adequado deve ser feito para se excluir causas mais raras e graves de dores, como hérnia de disco, infecções e até tumores na coluna”, completa o médico.
Além das diversas razões existentes para o início de uma lombalgia, há dois tipos possíveis da condição: aguda ou crônica.
Lombalgia aguda
É caracterizada por dores na lombar que somem em um período de semanas.
Além de métodos que podem auxiliar na condição – como fisioterapia e acupuntura – o paciente também pode fazer uso de relaxantes musculares ou analgésicos, sempre com o devido acompanhamento médico.
Nesses casos, é essencial salientar a importância da pessoa voltar a se movimentar quando o incômodo e as dores diminuírem, uma vez que repouso prolongado pode influenciar negativamente no tratamento.
Lombalgia crônica
Nestes casos, o acompanhamento médico é ainda mais urgente.
Sem um diagnóstico correto, as chances das dores passarem são pequenas. É preciso identificar corretamente a causa, além de observar como se manifestam no corpo da pessoa.
Por exemplo, se as dores melhoram quando o paciente permanece em repouso, é o caso de uma dor mecânica. Se ocorre o contrário – a falta de movimento intensifica o incômodo – pode ser sinal de um processo inflamatório.
Existem diversas outras variáveis e apenas um médico qualificado poderá fazer o diagnóstico correto e encaminhar para o tratamento específico daquela condição.
Sintomas para se atentar
Como mencionado anteriormente, a lombalgia é algo extremamente comum e presente no cotidiano da população. Por isso, muitas vezes seus sintomas podem ser ignorados.
Entretanto, é importante se atentar para alguns dos sinais e procurar atendimento médico, caso eles persistam:
Dores na região da lombar cada vez mais frequentes;
Limitações dos movimentos;
Dores constantes e independentes da posição;
Dificuldade em realizar tarefas simples, como caminhar pequenas distâncias;
Radiação da dor para as pernas e pés;
Formigamento e câimbra nos membros inferiores;
Mudança no padrão da dor – como uma melhora ou piora – após longos períodos em repouso.