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Espaço na advocacia e o apoio financeiro da Cooperativa para novos negócios

12.02.2020 - 10:22:09
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Jales Naves
Especial para o AR
 
Goiânia – Determinado e persistente, Adalberto Pereira da Costa, que perdeu o pai aos 11 anos, a partir de quando dividiu com a mãe a responsabilidade na administração do sítio da família e na sua sustentação, logo decidiu ser advogado. Para isso, seguiu o roteiro de todo candidato à função: estudou, fez o Curso de Direito, foi aprovado no exigente Exame de Ordem, tirou sua Carteira da OAB e, como não tinha recursos financeiros para montar seu escritório, aproximou-se de um profissional do Direito que já tinha nome. Pediu sua ajuda, entrou como estagiário, mesmo sem remuneração, e em pouco tempo já fazia parte da equipe.
 
Curioso e interessado, quando começou a ganhar salário passou a acompanhar aquela instituição diferente onde recebia seu dinheiro, para conhecer sua dinâmica e seus serviços. Gostou, tornou-se um dos cotistas da Cooperativa de Crédito dos Advogados e passou a frequentá-la, descobrindo os recursos que poderiam financiar uma série de atividades.
 
A partir daí, passou a fazer negócios: primeiro, foram dois carros; depois, a aquisição da metade de uma chácara onde ainda mora a sua sogra; em seguida, sentindo que perdia muito no convívio familiar por morar distante do escritório, adquiriu uma casa no Setor Sul, onde concentrou suas atividades. Depois, vieram outro carro, financiamento para aquisição de parte de uma empresa, capital de giro e recursos necessários na rotina empresarial.
 
Toda vez que precisou da Cooperativa foi prontamente atendido, sentindo, ao estreitar esse relacionamento, a diferença de tratamento em relação aos bancos tradicionais. Esse acolhimento estava na agilidade nas análises e nas avaliações feitas pelos técnicos da Credijur, nas menores exigências burocráticas e na maior rapidez na liberação dos recursos.
 
Trajetória
Adalberto nasceu em Itapuranga, época em que seus pais residiam na zona rural do distrito de Faina, que pertencia ao município da antiga Capital, Vila Boa, no dia 5 de maio de 1977, e foi registrado em Goiás. De 1983 a 85 frequentou a escola pública rural; de 1986 a 92, foi à escola estadual em Faina, fazendo o II grau no Colégio Estadual ‘Alcides Jubé’, em Goiás, de 1993 a 95. O pai faleceu em 1988, quando tinha 11 anos de idade, e teve que aprender a dirigir a caminhonete, uma F-100 com motor de caminhão 608, para ajudar a mãe, que criava porcos, galinhas e vacas leiteiras, e ir à escola, pois teria que rodar, nesse trajeto, 70km; somando ida e volta, 140 km. Às vezes tinha que cortar cana para deixar para alimento dos animais.
 
No final de 1995, mesmo sem ter feito cursinho preparatório, prestou vestibular para o Curso de Direito na Universidade Federal de Goiás, extensão da antiga Capital, passou, e estudou de 1996 a 2000, fazendo o percurso diário de 140 km, pois morava em Faina. A colação de grau foi em 16 de março de 200l, mas um mês antes, em fevereiro, já estava em Goiânia buscando espaços. “Sempre fui decidido. Não deixo nada para depois”, afirmou, para justificar que quando se quer alcançar um objetivo deve-se ir atrás.
 
Em 1999 teve dupla jornada, ao lecionar Matemática e Física num colégio particular em Mozarlândia, município próximo, durante quatro meses, quando viajava 340km/dia, pois em seguida ia para a Faculdade. Essa correria exigia que levantasse às 6h para chegar ao colégio, para dar aulas das 7h às 11h, almoçar, e em seguida programar, nessa uma hora seguinte, o plano de aula; e ainda dedicar umas duas horas para um meio estágio no escritório da advogada Maria Lúcia Stein. Às 16h20 pegava o ônibus em Mozarlândia. Ia dormir à 1h15.
 
Em 2000 passou num concurso público provisório e coordenou a equipe do IBGE que aplicou os questionários para a realização, nesse ano, do Censo em Faina, trabalho que durou seis meses.
 
Atuação profissional
Ao considerar que a pessoa capta apenas 10% na Faculdade para o exercício de sua profissão e como não fez estágio completo, matriculou-se num cursinho para atualização dos conhecimentos em 2001, passando na prova da OAB daquele ano, mas não buscou sua carteira. No ano seguinte, quando dividia um apartamento com quatro amigos, conheceu o advogado Carlos Rabelo e começou a cortejá-lo para conseguir uma vaga em seu escritório. Numa dessas investidas, telefonou de um telefone público e lhe disse que tinha conseguido uma ação e pediu ajuda para formar o processo. Conseguiu espaço para trabalhar, inicialmente sem remuneração, e logo estava integrado à equipe, passando a receber seu salário pela Credijur.
 
De início descontava o cheque e ia saldar os seus compromissos. Em 2007 decidiram reformular o escritório, que passou a RMC / Rabelo, Miura e Costa Advogados Associados (sócios: Carlos Rabelo, Iara Freitas Miura e Adalberto Pereira da Costa); abriram a conta do escritório (nº 1.124) na Cooperativa, e em 2010 abriu sua conta de pessoa física (nº 1.458), a partir de quando passou a enxergar as vantagens de ser cooperado. Na época, integralizou sua cota de dois mil reais.
 
O primeiro financiamento na Credijur foi em 2011, para a aquisição de dois carros, um para sua mulher e outro para ele. Em 2007 havia comprado uma casa no setor Vila Boa, onde passou a residir e nasceram suas duas filhas. Em meados de 2013 financiou um terceiro carro pela Credijur.
 
O quarto empréstimo foi também em 2013, com o falecimento do sogro e a relutância da sogra, com 79 anos, em deixar o sítio em Araguapaz, GO, onde residia há 50 anos. Em função desse quadro, decidiu comprar a parte dos cunhados, em torno de seis alqueires, e construir uma casa para instalar um empregado rural, para dar assistência à mãe de sua mulher. Para essa transação, esteve na Sicoob Credijur, pediu R$ 150 mil, foi atendido e pôde concluir a compra da área.
 
Esse financiamento, para pagar a parte do imóvel rural, só foi possível com a agilidade da Credijur, que liberou R$ 50 mil para quitar com a Caixa Econômica Federal o financiamento de sua casa residencial, que tinha prazo de 20 anos. Em seguida, a Sicoob Credijur concedeu o empréstimo, de R$ 150 mil, para pagar os R$ 50 mil de CDC que foi utilizado para quitar a casa, que tem juros maiores, sobrando R$ 100 mil para pagar o imóvel rural, financiado no prazo de 10 anos, com juros da taxa Selic, que são menores.
 
Fez nova capitalização em 2013, quando integralizou mais 700 reais em cotas-parte e, nesse ano, aumentou seu capital social em quatro mil reais, que totalizou R$ 6.700,00. Com os rendimentos, em 2018 seu capital triplicou, alcançando R$ 21 mil. Nos planos, aumentar esse valor, diante de dois fatores positivos por fazer parte do quadro social da Cooperativa: quando o cooperado atinge 65 anos de idade, somado com 25 anos na instituição, esse capital retorna em 100 parcelas mensais, como se fosse uma pensão ou uma poupança feita no período.
 
Convívio familiar e novo escritório
O pouco convívio com a família, em especial as duas filhas menores, e a distância de sua residência, no setor Vila Boa, ao escritório, o que dificultava sua ida para o almoço em casa, às vezes saindo bem cedo para atender compromissos ou voltando mais tarde, fez com que tomasse uma decisão importante em sua vida. Esses 12 km a percorrer em cada saída de casa o desestimulava a compromissos noturnos.
 
Por isso, em 2016 resolveu adquirir uma casa ao lado do seu escritório de advocacia, no Setor Sul, Rua 102-C, que atendia as suas expectativas; gastou uns três meses em tratativas e a dificuldade maior foi o valor, R$ 800 mil. Fez uma oferta de R$ 650 mil, negociou um prazo de 90 dias para vender a sua casa, e voltou à Sicoob Credijur para pedir R$ 300 mil, conseguiu R$ 350 mil, sendo que R$ 50 mil foram para quitar o empréstimo de sua casa, e liberar a hipoteca. Colocou a chácara como garantia. Em cinco dias foram resolvidas todas as questões relacionadas ao negócio e o dinheiro depositado em sua conta corrente.
 
Tudo solucionado, sua rotina mudou radicalmente, passando a ter mais tempo para o convívio familiar e para o trabalho. Agora, atende seus clientes em qualquer horário, inclusive à noite, pois saí de uma porta e passa para a outra. Deixou de perder tempo no trânsito, almoça em casa com a família, leva e busca as filhas na escola e vai a atividades à noite.
 
Cooperado atuante
Desde 2007 participa de todas as Assembleias Gerais Ordinárias, normalmente em abril, e em 2018 decidiu conhecer mais a Cooperativa, conversar sobre a dinâmica e procedimentos, e se ofereceu para integrar um dos Conselhos, para retribuir o quanto tinha conquistado. Foi se preparando, lendo a documentação, as decisões da área. De início viu que não seria possível, pois as chapas já estavam formadas, e ficou na expectativa.
 
Em janeiro de 2019 foi convidado a substituir um suplente do Conselho Fiscal, que não iria participar. Continuou com os estudos, a fazer as provas aplicadas pela Fundação Getúlio Vargas para ter a certificação exigida pelo Banco Central, foi aprovado e começou a juntar esses documentos. Em abril foi eleito, seu nome encaminhado ao Banco Central e em julho recebeu a homologação, quando tomou posse e começou a participar das reuniões.
 
Outro apoio que recebeu da Sicoob Credijur foi quando uma empresa que assessorava há quatro anos, a ACS Acessórios para Caminhões, entrou em dificuldades financeiras, o proprietário decidiu vendê-la a um dos empregados e se mudar para os Estados Unidos. Não conhecia nada sobre essa área, viu as dívidas pesadas e atuou profissionalmente, sendo responsável em conduzir as 37 rescisões de contratos de trabalho. O novo proprietário logo o convidou para ser sócio no empreendimento, quando lhe disse não ter dinheiro, recebendo como resposta que ele tinha dois fatores positivos: nome e credibilidade.
 
Sentiu-se sensibilizado e decidiu participar. Procurou a Sicoob Credijur, mostrou a documentação, conversaram sobre linhas de crédito, em especial para capital de giro, e levou dois gerentes para conhecerem a empresa. A Cooperativa ainda não era de livre admissão.

Feitos os estudos, decidiu-se por alteração contratual para sua inclusão no quadro societário e abrir primeiramente duas contas corrente (nº 3362 e 3364), quando definiram algumas linhas de crédito para desconto de cheques e empréstimos, já para atualizar compromissos com pessoal e fornecedores. Com o apoio da Cooperativa a empresa ganhou fôlego, ampliou seu estoque e passou a disputar espaço com mais segurança, contando hoje com 26 empregados. Inclusive, conseguiu financiamento para adquirir o imóvel onde está localizada a sede, em Aparecida de Goiânia.

 
Cooperativista em tempo integral
Adalberto, atualmente com 42 anos, já um cooperativista em tempo integral e estimulado pela livre admissão, levou mais de 20 outros clientes e mesmo colegas para a Credijur. “Só ainda não tem conta corrente na Credijur quem não sabe os benefícios que ela propicia e o que ele está deixando da ganhar”, justificou.
 
Na campanha para aumento de capital em 2019 integralizou mais R$ 75 mil, pagando juros de 0,65% ao mês, em 36 parcelas, e obteve outros 75 mil reais para a empresa ACS.
 
Como cooperado ativo, já se inscreveu no programa de bolsas de estudo para cursos de línguas para as filhas, para ressarcimento quando da definição dos valores do Fates no ano seguinte. As suas filhas fazem inglês e os valores que pagou serão ressarcidos.
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por Mônica Parreira

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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