A Redação
Goiânia – O câncer colorretal, popularmente chamado de câncer de intestino, é o segundo tipo de câncer mais comum nas mulheres, perdendo apenas para o câncer de mama, e o terceiro mais frequente nos homens, atrás dos cânceres de próstata e pulmão. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgadas em fevereiro, até 2022 devem ser registrados 41 mil casos da doença.
Por isso, a Sociedade Goiana de Gastroenterolgia (SGG) abraça o Março azul-marinho, campanha para a prevenção e tratamento dessa doença silenciosa que é, normalmente, diagnosticada já em estágio avançado e que registra alta mortalidade.
Segundo o médico gastroenterologista e presidente da SGG, Luiz Henrique Filho, o câncer de intestino pode ser facilmente prevenido através da colonoscopia periódica, um exame de rastreamento que deve ser feito a cada cinco ou dez anos por pessoas com mais de 50 anos ou a partir dos 40 anos em caso de pessoas com parentes de primeiro grau que tiveram a doença.
“Nessas colonoscopias de rastreamento, encontramos os pólipos, que muitas das vezes são lesões pré-malignas que podem ser retirados pela via colonoscópica sem cirurgia, apenas com sedação, prevenindo o câncer de intestino que é o terceiro em maior incidência geral e segundo em mortalidade”, afirma o presidente.
Sintomas
Além do exame preventivo, alguns sintomas devem servir de alerta. “Perda de peso, anemia sem causa aparente, alteração do hábito intestinal, sangramento nas fezes ou massas abdominais são sinais para procurar um médico. Mas, infelizmente, quando o câncer é detectado por sintomas já está em fase avançada e só pode ser tratado com a cirurgia (ressecção do intestino) e/ou quimioterapia”, explica o médico.
Fatores de risco e como prevenir
Os fatores de risco para esse câncer são o alto consumo de alimentos gordurosos, carne vermelha (acima de 500g de carne cozida por semana), carnes processadas (salsichas, mortadela,linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru e salame) e álcool, além da alimentação não saudável pobre em frutas, vegetais e fibras, sobrepeso ou obesidade, sedentarismo e tabagismo. Apesar de não ser possível mudar os fatores genéticos que tornam as pessoas propensas ao câncer, os riscos podem ser reduzidos com medidas simples e bons hábitos de vida.
A ingestão diária de fibras (25 a 30g), frutas e verduras (2,5 xícaras) e atividade física regular totalizando 150 minutos por semana (40 a 60 minutos diariamente ou 3 a 4 vezes na semana) são indicadas como aliadas da prevenção dessa e de várias outras doenças. Segundo estudo publicado pela revista americana Immunity, as hortaliças brássicas, como brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas e repolho auxiliam no desempenho intestinal e ajudam a evitar inflamações que podem causar o câncer.