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A profissão por trás dos fatos

07.04.2020 - 12:14:32
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Chega-se, enfim, 7 de abril, a data de celebrar jornalistas. Estes, que nas intempéries das redações em tempos de coronavírus, correm para cá e lá atrás de informações, devem, ao menos, ser agraciados com sua devida importância. 
 
Desde a manutenção de democracias até a mais simples curiosidade, pautam, escrevem, documentam, entrevistam, reportam e, acima de tudo, fazem transparecer. Não a verdade, mas recorte de fatos – imensamente valorosos para montar-se o quebra-cabeças da vida real. 
 
Entender o fato e seus recortes é imprescindível para saber valorizar estes profissionais que tanto suam a fim de levar à sociedade algum tipo de informação. Não se está no ramo pelo mais do mesmo. O desafio diário de ser claro, transparente e inovador nos move. 
 
Ainda que atrasados por não lograr apoio coletivo, os jornalistas se fazem presentes, dia após dia, como emissores de informação com credibilidade para isto. Em meio ao ódio, às pandemias, mentiras e até mesmo contratempos do ramo, o jornalista assume a sua posição, com caderneta em punhos e gravador ligado, para buscar aquilo que considerou como mais importante missão de sua vida: levar sua mensagem.
 
Hoje, vive-se cotidianamente com pessoas que, a esmo, espalham mentiras sobre o que bem (ou pouco) entendem, por objetivos vis ou, até mesmo, por acreditar demais. Em tais momentos, os pilares da imprensa estão lá para bater o martelo.
 
Muito além de simplesmente ser reduzido à polarização capaz de dividir países por muros imaginários, a profissão dessas pessoas se ancora em constante busca pela honestidade. Lógico, haverá de existir aqueles que não – em todos os cantos; mas isto nunca tornará este trabalho menos ou menor. 
 
Beber de seus livro-reportagens, podcasts, resenhas, perfis, pílulas, notas, notícias, entrevistas e toda a infinitude de possibilidades existentes para transmitir uma realidade é valorizar o trabalho árduo de profissionais como Taleses, Malus, 
Hunters, Boechats, Majus, Elianes, Olgas e tantos outros que, por muito, estudaram motivados a transmitir uma mensagem.
 
A imprensa, tampouco os jornalistas que a compõe, não está aqui para ser inimiga. Tentam… realmente tentam transformá-la em inimiga do povo, mas não o são. No borbulhar das redações e suas temperaturas acima de 100ºC, os jornalistas seguem a lutar por todos, em um ato diário de resistência. 
 
Valorizemos estes profissionais nos dias sete deste e dos próximos abris e, muito mais, respeitemos um trabalho tão digno, árduo e sincero que se ressignifica todos os dias. Parabéns aos jornalistas.

*Théo Mariano é jornalista e repórter no jornal A Redação
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por Théo Mariano

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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