Goiânia – Pouco mais de um mês depois da iniciativa de plantar cinco mudas de abacateiro no canteiro central da bela e larga Alameda Couto Magalhães, no Setor Bela Vista, em Goiânia, o nosso entusiasmo, de Heloísa e meu, pela vitória da lenta evolução de quatro delas, todas no quarteirão entre as avenidas T-64 e T-65. O espaço comporta, sendo uma ilha central e duas pistas laterais, para caminhadas. É provável que os frutos que virão, em futuro próximo, não irão atrapalhar os pedestres e nem os motociclistas, como ocorre em alguns lugares, com os frutos do jamelão que caem pelas ruas e provocam muitos acidentes de motos.
Temos acompanhado nossas pequenas plantas, levando água a cada dois dias, quando jogamos 2,5 litros em cada uma. Nesse período, notamos algumas manchas nas folhas das mudinhas, sendo que em uma delas, a única do quarteirão entre as avenidas T-63 e T-64, esse fato aumentou e ela não resistiu, com as folhas secando e a plantinha morrendo.
Moramos relativamente próximo desse local, uns dois quilômetros, e quase diariamente, em nossas caminhadas de uma hora sem direção específica, passamos por lá, para uma vistoria, verificar se alguém ou algum animal não atrapalhou o crescimento das mudas. Como responsáveis, estamos acompanhando essa evolução, para saber se precisam de alguma coisa.
Antonela e o avô Jales Naves plantando o pequeno abacateiro (Foto: divulgação)
O que nos move a essa atitude de plantar as mudas é a riqueza do abacate, quanto a nutrientes, vitaminas e gorduras saudáveis. Dentre os benefícios do seu consumo, o poder anti-inflamatório, a redução do estresse, a melhoria da saúde cardiovascular, o controle do colesterol, a ajuda no funcionamento do intestino, e pode ser utilizado também como cosmético, para melhorar a saúde dos cabelos e prevenir o envelhecimento.
São motivos mais do que suficientes para nos estimular com a iniciativa e isso nos levou ontem, Heloísa e eu, com a ajuda de nossa querida netinha Antonella, a plantar uma nova muda, agora junto às outras quatro, no quarteirão entre as avenidas T-64 e T-65.
Já somos conhecidos de quem caminha pelas pistas ou passa de carro quando ali estamos cumprindo com nossa obrigação de levar água às plantinhas.
“Oi jardineiro!”, saudou-me uma bela criança em seu velocípede, com o pai vindo em seguida.
“Parabéns!”, gritou o motorista que passou rápido em seu carro, com uma cordial saudação.
São estímulos nessa jornada, aparentemente simples, e que precisa ser feita. Se a primeira caminhada começa com um passo, estamos dando o nosso.
Bióloga e defensora do meio ambiente, Heloísa sempre ressalta a beleza da semente ao abrir um abacate, algumas já com raízes, e não fica na dúvida em plantá-la num pequeno vaso. Por isso, na pequena sacada do nosso quarto, quase todo dia, uma nova semente, com suas raízes, conquista seu espaço e sua casinha, que depois vamos levar para o local adequado.
Jales Naves é jornalista e escritor