Jairo Macedo
No dia do 68º aniversário do clube, muito pouco o que comemorar na torcida colorada. A vitória veio, mas na forma de um magro 1 a 0 sobre um limitadíssimo Salgueiro. Covarde e pouco criativo, o Tigre saiu de campo sob merecidas vaias. Muitas vaias.
O Vila Nova entrou em campo claramente determinado a resolver o problema o quanto antes. E conseguiu. O resultado no primeiro tempo foi obtido com menos de dois minutos de partida. O meia Luiz Fernando recebeu de Jairo, fez o giro, se livrou da marcação e bateu rasteiro no canto do goleiro Marcelo. A bola ainda bateu caprichosamente na trave antes de entrar.
Em seguida, aos 6 minutos, o meia Paulo César entrou na área em velocidade, passou no meio de quatro marcadores e bateu de bico na bola, mandando-a no canto esquerdo do gol pernambucano. A bola beijou a trave e foi para fora.
Farsa
Um começo eletrizante, sem dúvida, mas que anunciava uma partida que não aconteceu. Ao longo da primeira etapa, o Vila Nova foi murchando lentamente e permitindo a chegada do Salgueiro. A dura verdade para o torcedor colorado é que, não fosse o ataque pernambucano tão insosso, a primeira etapa – e todo o jogo, na verdade – poderia ter outro desfecho.
Perigo real por parte do Salgueiro, somente aos 31 minutos. Diego Paulista recebeu uma bola recuada na entrada da área e, livre, escolheu bater no canto direito de Michel Alves. O arqueiro colorado saiu bem e espalmou para escanteio.
A torcida presente no Serra Dourada não perdoou. Vaias para a equipe vilanovense, em especial para Roni e Jorge Henrique.
Segundo tempo
O jogo voltou para a sua segunda etapa como terminou a primeira. Os comandados de Hélio dos Anjos seguiam cometendo muitos erros de passe, enquanto o Salgueiro ensaiava desastrados contra-ataques. A torcida pedia Wando em campo, na esperança de mais movimentação no ataque. O Capetinha entrou no lugar de Roni. Mais tarde, Betinho entrou no lugar de Leandro Cearense.
Pouco adiantou. Assim como na última partida, quando foi derrotado pelo Barueri, Hélio dos Anjos mexeu insistentemente no ataque colorado, mas nenhuma formação pareceu servir.
Síndrome da falta de gols
A partida acabou com a vitória do Tigre. Menos mal, claro, mas a contabilidade de 13 gols em 14 jogos é preocupante. A síndrome da falta de gols deixa o Vila Nova na incômoda posição de 11º, que ainda pode piorar depois que os jogos de amanhã forem realizados.
Ficha técnica
1 Vila Nova: Michel Alves; Victor Ferraz, Augusto, Éder Lima e Jorge Henrique; Jairo, Adilson, Paulo César e Luiz Fernando (Ricardinho); Roni (Wando) e Leandro Cearense (Betinho). Técnico: Hélio dos Anjos.
0 Salgueiro: Marcelo; Rogério Serra, Henrique, Pio e Josa; Wendell, Renê (Rosembrinck), Diego Paulista e Clebson (Edimar); Fabrício Ceará e Elvis (Lipi). Técnico: Neco.
Local: Serra Dourada, em Goiânia (GO). Data/hora: 29/7, às 21h. Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL). Assistentes: Fábio Rodrigo Rubinho (MT) e Paulo Cesar Silva Faria (MT). Gol: Luiz Fernando, no primeiro minuto de partida. Cartões Amarelos: Fabrício Ceará, Josa, Luiz Fernando, Paulo César, Wendell. Público: 8.188 pagantes. Renda: 28.083 reais.