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Empoderamento feminino não cai do céu

14.10.2020 - 21:59:46
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O termo empoderamento feminino está já bem disseminado no nosso cotidiano, segundo o site Shutterstock este foi o mais buscado nas redes no ano de 2016. Mas afinal, o que é realmente o empoderamento feminino? Como fazê-lo? Evidentemente, o empoderamento feminino visa um equilíbrio, uma equidade entre homens e mulheres, mas essa isonomia não cairá do céu.
 
Falar em empoderamento feminino é conquistar poder, nós mulheres, nos lugares que historicamente nos foram negados. Sem esperar que espaços sociais nos sejam ofertados por homens, devemos ocupar espaços cada vez mais altos na economia, no convívio social, na política e, também, nos nossos espaços da vida íntima. E ainda que o termo esteja bastante difundido, não temos muito a comemorar.
 
Segundo pesquisa da Grant Thornton IBR, no Brasil as mulheres ocupam tão somente 19% dos cargos de lideranças nas empresas, um pouco atrás da média mundial, que é de 24%. Se tomarmos apenas os cargos de CEO, a coisa é ainda pior, apenas 11% destes são ocupados por mulheres em nosso país. E na política não é diferente.
 
Das 5570 prefeituras de todo o Brasil, somente 641 são governadas por mulheres, o que representa 11,57% do total. Na Câmara Federal, são 76 deputadas num universo de 513 cadeiras possíveis, e no Senado são 12 mulheres entre os 81 senadores. Em Goiânia, a discrepância se repete. A Câmara Municipal é composta por 35 vereadores, dos quais atualmente somente 5 são mulheres. Há muito ainda a ser feito.
 
Por isso, o conceito de empoderamento feminino é tão importante. Há na legislação eleitoral brasileira a chamada reserva de gênero, que obriga aos partidos políticos a apresentação de mulheres com o mínimo de 30% das candidaturas legislativas. Agora, para que essa proporção se efetive, e para que seja ultrapassada, é preciso que as mulheres ocupem de uma vez por todas seu lugar na política. Temos que nos reunir em torno de candidaturas próprias, buscando nossa representatividade, sem esperar que alguém, um homem, faça isso por nós.
 
É esse movimento de ocupar os espaços públicos, de ocupar altos cargos nos meios econômicos, participando das decisões políticas em nossa cidade, em nosso estado e em nosso país, que se dará o efetivo empoderamento a nós mulheres. Participar ativamente é um ato político que ninguém pode fazer por nós mesmas. Nada será feito sobre nós, sem nós. Reunamos nossa força agora em busca da nossa equidade. Essa é minha bandeira.
 
*Juliana Braga é karateca, professora de Educação Física, voluntária das causas sociais, empresária e candidata a vereadora por Goiânia
 
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por Juliana Braga

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