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Breve radiografia de Goiânia

11.11.2020 - 19:12:38
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De acordo com dados 2020 da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg),  a economia goianiense é movida, basicamente, pelo setor de  serviços (42,58%), comércio (38%), indústria e construção civil (19%). Dados do IBGE/IMB também apontam nessa direção. Segundo o Instituto, o PIB de Goiânia (2017) é composto pelo comércio e serviços (81,9%), indústria (18%) e agropecuária (0,1%). Goiânia é o município com a maior participação na indústria do Estado. No entanto, desde 2015, vem ocorrendo uma diminuição dessa participação total da capital na estrutura total do Estado, segundo dados do IBGE. 
 
Uma leitura, ainda que superficial, dessa breve radiografia de Goiânia expõe com certa precisão para onde a próxima gestão da capital deve direcionar seu olhar, atenção e esforços se almejar realmente conquistar o avanço socioeconômico. Manter os investidores que já depositam sua confiança na cidade e atrair cada vez mais novos investimentos, principalmente para setores com ampla possibilidade de crescimento e grande potencial de geração de emprego e renda, como a construção civil e toda a cadeia da habitação é, sem dúvida, o caminho a ser trilhado. 
 
Um trajeto que passa, necessariamente, pela criação de condições adequadas para os investimentos privados e uma conjunção de fatores que façam o setor produtivo acreditar e apostar no presente e futuro de nossa capital. Para reverter essa tendência de queda na participação da indústria da capital na composição do PIB do Estado, uma indústria com muita força dentro do município é a da construção civil, que tem impacto rápido na economia. Seu crescimento representa geração de renda para a população.
 
O Polo Distribuidor de Moda já provou que a política de incentivo à criação de polos é um caminho saudável e viável para a capital. Investir nesse caminho provavelmente é uma estratégia correta para a geração de emprego e renda. Transpor obstáculos como o excesso de burocratização e encarar a necessidade de modernização das leis estratégicas para o desenvolvimento socioeconômico também são fatores importantes a serem levados em consideração.
 
Entretanto, não podemos desprezar o fato de que todos os caminhos para o desenvolvimento partem de um mesmo e único lugar: o diálogo franco, transparente e a parceria virtuosa envolvendo, fundamentalmente, o poder público e o setor produtivo. Esse é o ponto de partida para a garantia de qualidade de vida a uma população em constante crescimento, que deseja e trabalha para viver em uma cidade contemporânea, economicamente próspera, socialmente justa e ambientalmente sustentável.
 
*Francisco Lopes é superintendente do Secovi Goiás
 
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por Francisco Lopes

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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