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Você é realmente empático ou está em busca de marketing?

07.04.2021 - 07:35:00
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Certa vez vi uma frase de Carl Rogers que dizia: "ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele".
 
Forte né? Quantas vezes você realmente esteve no mundo do outro? Quantas vezes você realmente se colocou no lugar do outro? Quantas vezes você sentiu a dor ou a alegria do outro?
 
Muita gente fala, num momento de turbulência, que se coloca no lugar do outro para poder ajudar. Mas te digo que a maioria das pessoas que dizem isso, apenas o fazem para "cumprir protocolo". Isso mesmo! Querem ser simpáticas, agradar a maioria, e por isso "se colocam" no lugar do outro, sem nem saber direito quem o outro é.
 
Ter empatia é para poucos. Muita gente se dispõe a ajudar o próximo em troca de likes nas redes sociais, em troca de aumento no número de seguidores ou até mesmo para criar uma nova lista de possíveis clientes. Quantas empresas fazem ações para ajudar o próximo, mas em troca querem ser vistas nas redes sociais? Uma troca justa ou puro marketing?
 
Quem realmente quer ajudar, e ajuda, normalmente não gosta muito de aparecer. Só vem a público quando precisa pedir apoio para continuar ajudando. Mas no bem lá no fundo, quem realmente faz o bem sem olhar a quem, o ano todo, todo ano, normalmente não gosta de se expor. 
 
As pessoas que fazem o bem sem aparecer na mídia o fazem porque antes mesmo que a ajude chegue ao próximo, ela (a pessoa que ajuda) está se sentindo útil e feliz em fazer tudo isso.
 
Para ajudar alguém não é necessário dinheiro sobrando ou um espaço legal para montar um projeto. Para ajudar alguém basta apenas boa vontade e disposição. 
 
Claro que os bens materiais são importantes. Precisamos nos alimentar para ficarmos vivos e saudáveis. Mas não é só o corpo que carece de ajuda. Às vezes a alma é a que mais precisa de auxílio. Uma palavra amiga, um ombro amigo, saber ouvir. Isso pode fazer a diferença na vida de alguém.
 
Você já tentou, por exemplo, dizer bom dia para um desconhecido, aqueles invisíveis na sociedade como moradores de rua, garis, porteiros e mais um tanto de gente? Aquelas pessoas com as quais se cruza diariamente e "não se vê" por puro preconceito, ignorância ou simplesmente por achar que de alguma forma é superior a elas.
 
Somos feitos da mesma matéria. Todos nascemos e todos morreremos. Esse abismo entre as pessoas é criado por nós mesmos. Nós nos afastamos, nos aproximamos. Alguns por amor, muitos por puro interesse.
 
Então, ao invés de querer impor o "nosso mundo" ao outro, que tal nos colocarmos, pelo menos por um período de tempo, no mundo do outro? Que tal realmente sermos empáticos? 
 
Antes de querer expor a ajuda na rede social, ajude realmente. Quando a humanidade entender que amor é mais importante que likes e seguidores numa rede social, ele vai começar a entender o real sentido da palavra humanidade.
 
*Fabrício Santana é jornalista
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por Fabrício Santana

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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