Raphaela Ferro
Goiânia – Assim como as Olimpíadas, os Jogos Paralímpicos de Tóquio de 2020 foram adiados por causa da pandemia de covid-19. O evento, agora, está previsto para ser realizado entre 24 de agosto e 5 de setembro de 2021. De acordo com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o Brasil tem vaga garantida em 14 modalidades. São, até o momento, cerca de 115 vagas, mas a maioria delas é para o país e não nominais. Os atletas que vão ocupá-las ainda serão definidos pelas confederações.
Entre os desportistas goianos em esportes individuais, Lethícia Lacerda, do tênis de mesa, é a única goiana já confirmada na disputa paralímpica. A mãe dela, Jane Karla Gogel, ainda espera a confirmação de seu nome na modalidade tiro com arco. A vaga para o Brasil foi conquistada por ela ainda em 2019, em torneio mundial, mas a definição de quem vai a Tóquio depende do ranking da categoria.
O mesmo esporte, tiro com arco, também pode levar outro goiano aos Jogos, Hélcio Jaime. Ele disputou no final de março o Campeonato Pan-Americano de Tiro com Arco, no México, e conquistou medalha de prata em sua categoria, a W1, apesar de ainda não ter garantido definitivamente a classificação às Paralimpíadas. “Ainda estou com a vaga, mas, para ter certeza, preciso aguardar a última competição, que será disputada na República Checa, em julho”, explica Hélcio.
Na mesma competição, realizada em Monterrey, no México, o paranaense radicado em Goiânia Andrey Muniz também ganhou medalha de prata em sua categoria, Arco Composto. Como foi o melhor brasileiro nesta disputa, já garantiu a vaga para a participação nas Paralimpíadas de Tóquio. “O Para Pan-Americano era a nossa melhor chance de conquistar a vaga depois do Mundial de 2019, na Holanda, então me preparei bem para essa competição”, afirma. Durante a pandemia, ele aproveitou para construir sua casa, onde hoje tem um espaço adequado para os treinos.
Vôlei
A modalidade que mais deve levar representantes de Goiás para Tóquio é coletiva, o vôlei sentado. Treinada por um goiano, José Agtonio Guedes Dantas, a seleção feminina conta com cinco atletas que integram a equipe da Associação dos Deficientes de Aparecida de Goiânia (ADAP-GO): Adria Jesus, Jani Freitas, Nurya Almeida e Pâmela Pereira, que são goianas, e Luiza Fiorese, que não nasceu em Goiás, mas treina junto com as colegas de seleção na ADAP-GO.