Todo dia é um novo aprendizado. Sem querer parecer falso profeta do autoajuda, mas o clichê anterior se faz necessário para começar esse texto. De pouquíssimo tempo para cá, aprendi algumas lições que são valorosas para a vida. Coisas que eu até poderia saber anteriormente, mas não dava muita bola, não pautavam o meu agir. Antes ficavam acobertadas, atrás dos diversos afazeres que consomem nosso cotidiano. Hoje, a situação mudou. Sou mais atento àquilo que antes passava completamente batido.
Por exemplo, ficou nítido para mim que telefone é um ambiente mais público do que um outdoor. Nada mais profundo deve ser tratado em uma ligação. Vários figurões caíram nesse erro e nos mostraram isso. Outra lição foi que adianta muito pouco se estender em uma explicação. Quando a pessoa não se esforça entender o que você está falando, seja por má-fé ou seja por incapacidade cognitiva, nada resolve gastar laudas em detalhamentos e justificativas. O cara já sabe o que pensa sobre aquele assunto e nem o melhor dos argumentos vai fazer sua ideia mudar.
Também aprendi que o zelo ao tecer uma crítica deve ser redobrado. A injustiça de fazer um falso julgamento é muito dura quando por conta de precipitação. Todo cuidado do mundo ainda é pouco quando se trata da honra alheia. Nesses casos, a prudência é parceira valiosa. Também revi uma série de pratos que antes eu falava que não gostava. A maior parte do que você não come tem mais relação com seu preconceito perante a comida do que realmente ela ser ruim ao paladar. Quebrar os preconceitos gastronômicos e comer de tudo é prova de que você pode superar o que está arraigado no seu agir. Sempre adiante nas novas descobertas.
Percebi também que discutir fé com uma pessoa convicta é mais estéril que enxugar gelo. Você pode tentar ser racional ao extremo, respeitoso com a crença do outro e tudo mais. Mas se o cara está convicto daquilo que acredita, qualquer argumento contrário ao que ele crê será encarado como ofensa, como um acinte, e não como uma proposta de reflexão. Fuja dessas barcas.
Agora, a última das lições é aquela que a gente sabe desde que nasceu, mas insiste em menosprezar: nada mais difícil do que entender e agradar uma mulher. A lógica comportamental feminina é um universo mais complexo que a bolsa de valores. Os economistas falam, falam e falam e você não entende bulhufas. Tal qual aquelas que portam os cromossomos XX em seu DNA. É simplesmente incompreensível por que as mulheres agem como agem. Elas perguntam mas só serve a resposta que ela quer ouvir; elas dão todos os sinais que querem algo e quando você faz, ficam nervosas por que não foram consultadas; o sim é não, o não é sim, o tanto faz é de jeito nenhum, o nunca é “insista mais um pouco que você me convence”. Sério, se um homem algum dia conseguiu entender uma mulher, ele deve ganhar um Nobel. E sem dúvidas seria o da Paz. Afinal, se um cara desvendasse esse enigma e repassasse esse caro conhecimento adiante, iria garantir a paz conjugal de milhões de casais. Não valeria o prêmio?