Jairo Macedo
Um clássico entre Goiás e Vila Nova, como todo grande clássico, começa muito antes da bola rolar. Começa, na verdade, na apreensão da torcida, nas entrevistas mal-colocadas, na queda-de-braço das diretorias por questões mínimas e, só lá no fim, na bola rolando. E hoje a bola vai rolar no Serra Dourada o maior clássico do Centro-Oeste.
Periquito e Tigre se enfrentam de olho em uma melhor sorte na Série B 2011. Para os esmeraldinos, a ascensão no campeonato já é uma realidade. Para os colorados, a irregularidade dos resultados incomoda, mas chegou a hora de mudar.
Goiás
A equipe do Goiás que vai a campo hoje chega sem nenhuma grande surpresa, ao que tudo indica. O time comandado por Márcio Goiano treinou como se fosse uma semana qualquer, com calma e portões abertos. Nenhum segredo, portanto: as únicas modificações devem ser mesmo a volta do zagueiro (e lateral-esquerdo, nas últimas ocasiões) Marcão e do lateral-direito Douglas, que cumpriram suspensão na partida anterior.
No ataque, Guto ganha nova chance para fazer dupla ao lado do veterano Iarley. Felipe Amorim fica como opção no banco de reservas, bem como Max Pardalzinho. Os treinamentos dos últimos dias se caracterizaram por muitas bolas paradas, tanto batidas diretamente para o gol quando cruzadas na área. Tem sido uma arma perigosa do Verdão, um técnica crucial para trazer as últimas quatro vitórias consecutivas do time.
O Goiás figura hoje na 7ª posição com 21 pontos em 14 rodadas. O clube acumula 7 vitórias e 7 derrotas nessa Série B. Nenhum empate. Ao longo da história, foram 101 vitórias para o Verdão, mais que o dobro de triunfos que tem o rival.
Vila Nova
Pelo lado colorado, o clima é completamente diferente. O técnico Hélio dos Anjos, cauteloso, não abriu mão de treinar com os portões fechados para a imprensa e torcida. Nada se viu, portanto, do time que vai entrar em campo logo mais. Mas, de forma meio irônica, o treinador já deixou claro em entrevistas: sabe muito bem que time leva a campo desde o começo da semana, só não quer revelar. Faz parte dos grandes confrontos, segundo ele, optar pelo mistério que surpreende o adversário.
De qualquer forma, o que mais se acredita é que o Vila Nova atue no esquema 3-6-1, estando o veterano Roni como único atacante de ofício na equipe. Leandro Cearense e Wando, utilizados como dupla com Roni nas últimas partidas, devem ceder o lugar ao zagueiro Henrique. Assim, um trio de zaga volta a se formar no Tigre: Henrique, Augusto e Éder Lima compõem a defesa que Hélio dos Anjos, tido por vezes como o popular “retranqueiro”, deseja para garantir alguns pontinhos.
Os colorados ocupam hoje a 13ª posição, somam 18 pontos depois de 5 vitórias, 3 empates e 6 derrotas. Ao longo da história, o Vila Nova venceu apenas 45 das 197 partidas disputadas entre os dois clubes.
A última vez em que o clássico foi realizado na Série B foi em 1999, quando o Goiás venceu os três confrontos que existiram, todos eles pelo placar de 1 a 0.
Ficha técnica
GOIÁS: Harlei; Douglas, Rafael Toloi, Ernando e Marcão; Marcinho Guerreiro, Alan Bahia, Carlos Alberto e Diniz; Iarley e Guto. Técnico: Márcio Goiano
VILA NOVA: Michel Alves; Henrique, Augusto e Éder Lima; Victor Ferraz, Jairo, Adilson, Paulo César, Luiz Fernando e Jorge Henrique; Roni. Técnico: Hélio dos Anjos
Local: Estádio Serra Dourada. Data: 6 de agosto de 2011, sábado. Horário: 16h20. Árbitro: Leandro Pereira Vuaden (FIFA-RS). Assistentes: Erich Bartolomeu Bandeira (FIFA-PE) e Jossemmar José Diniz Moutinho (PE)