Jairo Macedo
Uma bela sequência de três partidas sem perder, entre a 11ª e a 13ª rodada, deu ao Atlético uma boa impressão quando a uma virada nesse Campeonato Brasileiro. Não foi bem assim. Nas últimas duas partidas, o time conheceu as primeiras duas derrotas sob o comando do técnico Jairo Araújo. Dessa vez, quem bateu o Dragão foi o Bahia, por 2 a 1, no estádio Pituaçu. O técnico parece balançar no cargo que, com efeito, nunca foi seu.
Com o novo resultado negativo, Jairo volta a balançar no cargo que assumiu provisoriamente e “foi ficando”, por assim dizer. Às vésperas da partida, a equipe sofre a baixa do meia Vitor Junior. Pituca assumiu a posição, mas pouco fez. O público foi pequeno no Pituaçu, ao menos para os padrões da sempre fanática torcida baiana. Quem compareceu, viu um jogo de muita luta, mas nem tanta habilidade.
Primeiro tempo
A equipe baiana, mandante do jogo, começou como não poderia deixar de ser: indo para cima do adversário. No entanto, quem chegou primeiro com perigo foi o Dragão campineiro. Aos 15 minutos, o atacante Anselmo recebeu um lançamento completamente livre na área, mas fez um tremendo papelão ao errar a bola que veio pingando em sua direção. O chute do artilheiro pegou de raspão e terminou praticamente como um recuo para o goleiro adversário.
Aos 19, quem recebeu outra bola no ar foi Felipe, mas esse fez bonito. Recebeu o bom cruzamento de Rafael Cruz e, sem deixar a bola cair, emendou uma bela batida que obrigou Marcelo Lomba a trabalhar duro pela primeira vez na partida.
Pelo tricolor baiano, alguns lances de Reinaldo e Jobson preocupavam a zaga atleticana. Assim que o Atlético começou a relaxar no jogo e ir à frente com mais liberdade, o golpe do contra-ataque veio sem perdão. Aos 26 minutos, Jóbson recebeu um bom passe, penetrou na área e fez um corte desconcertante no volante Agenor. Com o adversário no chão e o gol escancarado, não foi difícil para o atacante estufar a rede de Márcio.
Etapa complementar
Na volta do intervalo, Jairo Araújo fez duas alterações: saiu Anselmo para a entrada de Marcão; Felipe também deixou o campo e entrou Juninho. Um novo ataque, portanto. O técnico rubro-negro – meio interino, meio oficial – mostrou que tem alguma qualidade e muita sorte. Isso porque, logo aos 2 minutos, Juninho recebeu a bola pela ponta direita da grande área. O atacante chegou com velocidade e, quase caindo, bateu cruzado no canto direito do goleiro do Bahia. O primeiro gol de Juninho no campeonato provou que, em boas condições físicas, Juninho pode ser uma ótima opção no Atlético.
O tricolor baiano mostrava-se limitado e, com tantos defeitos quanto o rubro-negro, fazia uma partida aberta, mas fraca tecnicamente. O meia Ricardinho, que jogou até Copa do Mundo, é hoje só uma sombra do que já foi. Jóbson atuava por todos os lados no ataque da equipe. Aos 18 minutos, chegou rápido pela esquerda e, aproveitando a saída precipitada do goleiro Márcio, girou e cruzou na área. Por sorte, nenhum atacante conseguiu chegar nela.
Desempate
Um duro golpe nos atleticanos aconteceu aos 28 minutos da segunda etapa. Ricardinho cobrou escanteio, Jones escorou e a bola chegou a Fahel na pequena área, quase dentro do gol. O meia do tricolor se antecipou ao goleiro Márcio e cabeceou para desempatar a partida. Mesmo sem merecer, o Bahia voltava a estar em vantagem no placar.
Em seguida, Jóbson bateu duas bolas perigosas que assustaram o Atlético. Na primeira, bateu fraco para defesa segura de Márcio. Na segunda, a bola passou rente à trave atleticana. O Atlético bem que tentou algumas bolas alçadas na área, mas Marcão foi incompetende e a estrela de Juninho não voltou a brilhar.
Com o resultado, o Dragão segue na incômoda 17ª posição. Tem pela frente o poderoso Santos no Serra Dourada. Para o difícil confronto, não contará com Rafael Cruz e Marcão, que tomaram o terceiro cartão amarelo. Do lado dos baianos, alívio por se distanciar da zona da degola em 5 pontos.
Ficha técnica
2 BAHIA: Marcelo Lomba, Marcos (Gabriel), Titi, Thiego, Avine, Fabinho, Fahel, Ricardinho, Lulinha (Jones), Jobson, Reinaldo (Junior). Técnico: René Simões.
1 ATLÉTICO-GO: Márcio; Rafael Cruz, Gílson, Anderson e Ernandes; Agenor, Bida, Thiaguinho (Joilson) e Pituca; Felipe e Anselmo. Técnico: Jairo Araújo.
Local: Estádio Pituaçu, em Salvador (BA). Data: 5 de agosto de 2011, domingo.Horário: 18h30.Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (SP). Auxiliares: Thiago Gomes Brígido (CE) e João B. Nobre Chaves (SP). Gols: Jobson (26' do 1º tempo), Juninho (2' do 2º tempo) e Fahel (28’ do 2º tempo). Cartões amarelos: Rafael Cruz, Fahel e Marcão. Público: 12.147 pagantes. Renda: 215.315 reais.