A Redação
Pistas estreitas, sinuosas e com trechos mais acidentados – próximos ao trial. O planejamento da 19ª edição do Rally dos Sertões, com início nesta terça-feira, com prólogo e o Super Series em Goiânia, buscou não apenas a habitual alteração do percurso das provas – normalmente em torno de 70% em relação à edição anterior – mas fazer sobressair mais a técnica dos pilotos do que a potência dos veículos ou o poder econômico das equipes.
“Os pilotos podem esperar muita pedra em um dos trajetos mais difíceis da história dos Sertões. Não será em qualquer trecho que eles poderão usar a terceira marcha”, explana Marco Moraes, piloto do rally desde 1993 mas que assumiu a organização da prova em 1996.
Moraes explica que desde a última edição, a organização busca dirimir ao máximo a discrepância estrutural entre as equipes, tornando a disputa mais definida pelos pilotos e não pelo maquinário. “Desde a entrada de equipes mais fortes, como os veículos Touareg da Volkswagen (entre os carros), e a KTM (entre as motos), a competição ficou dividida em duas. Uma entre equipes de fábrica e outra entre equipes autônomas, estes últimos com orçamento e estrutura mais limitados. Neste ano, bucamos equilibrá-los ainda mais pela dificuldade do percurso”, explica Moraes.
Conforme explica, maiores alterações de trajetos em relação ao Rally do Sertões 2010 se deram em Pirenópolis (que recebe a prova pela segunda vez), e pelos estados de Maranhão (Barras e Barra de Corda) e Piauí (Teresina). No terceiro dia da competição, os carros, motos, caminhões e quadricículos ainda passarão pelas cidades goianas de Goianésia, Dois Irmãos e Niquelânia, até chegarem a Porangatu, o segundo pouso do Rally dos Sertões.
“Sempre que o Marcos Moraes anuncia mudanças dá um gelo na barriga. É o que costumo dizer, a prova é muito dura e o favorito é a pedra”afirma Guilherme Spinelli (SP), vencedor entre os carros em 2010 ao lado de Youssef Haddad (da equipe Mitsubishi, L200 Triton). Spinelli estima que a velocidade máxima atingida pelos seu veículo deve chegar a 180 km/h. Entre as motos, uma expectativa de velocidade máxima de 150 km/h, enquanto nos quadriciclos chega a até 130km/h. Entre os caminhões, o experiente André Azevedo, pentacampeão do Rally, estima velocidade máxima de 171 km/h.
Prólogo e Super Prime
Novamente sede da abertura do Rally dos Sertões, pela 10ª edição seguida, Goiânia terá programação cheia nesta terça-feira, sobretudo com as mudanças no sistema classificatório para a largada. Além do tradicional Super Prime, com largada prevista para às 19h30, no circuito em frente ao Shopping Flamboyant, haverá pela manhã um prólogo, à partir das 8 horas, no Autódromo Internacional de Goiânia. A prova classificatória inclui um traçado adaptado de 1.960 metros, dos quais apenas 260 metros serão em um trecho de terra.
Os oito melhores tempos de cada categoria (carros, motos, quadriciclos e caminhões) estarão classificados para o Super Prime, em que disputarão em cruzamentos, no esquema mata-mata (o 1º com o 8º, o 2º com o 7º, e assim por diante). São esperadas 20 mil pessoas para o Super Prime e os ingressos podem ser trocados por dois quilos de alimento, até terça-feira, em uma tenda na área central do shopping.
Os quatro melhores passam para a semifinal, e os dois melhores disputam a honra de ser o primeiro para largar rumo a Pirenópolis no dia 10. Ao todo, até a praia em Caucaia (CE), serão 4.096 quilômetros, sendo 2.321 quilômetros de trajetos especiais (57,4% do percurso).
Categorias:
Motos e quadriciclos
Super Production – Preparação Livre
Producton aberta – até 690 cc
Marathon – até 450 cc, pilotos estreantes
Over 45 – piloto com idade igual ou acima de 45 anos
Feminino livre
Quadris aberta – quadriciclos com motorização e tração livre
Quadris 450 – até 450 cc tração livre
Carros
Protótipos T1 (Diesel, Gasolina e Etanol)
Protótipos T1 4×2 (Diesel, Gasolina e Etanol)
Pro-Etanol (Etanol)
Super Production (Diesel, Gasolina, Etanol)
Production T-2 (Diesel, Gasolina e Etanol)
Caminhão
Caminhões leves – peso mínimo de 3,5 ton
Caminhões pesados – peso mínimo de 4,8 ton.
Vale a torcida:
Pilotos goianos na disputa do Rally dos Sertões:
Motos:
Igor Torres (Equipe Mult Racing Rally Team – Marca KTM, modelo EXC 450, categoria Marathon)
Luiz Barbosa de Almeida Júnior (Equipe Mult Racing – Marca KTM, modelo 530, categoria Production Aberta)
Carros:
Natael Ribeiro Malta Neto (navegador) ao lado do paulista Luis Gonsalves Rosate (Equipe Petroball, Marca Mitsubishi, Modelo L 200 RS, categoria Super Production)
Marcus Lucius Rosa Mendes e Andréa Castro Alves ( Equipe Malu; Marca Mitsubishi, Modelo L200 RS, Categoria Super Production)
Carros Series (experimental):
Rafael Martins Cassol e Lélio Vieira Carneiro Júnior (Equipe Frantz Rally Team, Marca Mitsubishi, Modelo TR4, Categoria Production T2)