A minha geração é de 1945. Nasci quando a Segunda Guerra terminou. Uma guerra que deixou muitas cicatrizes pelo mundo. Muitos sofrimentos para todo os povos.
O Brasil não sofreu com a guerra. Trata-se de um país que nunca deu um tiro para preservar ou conquistar a sua liberdade, sempre viveu de conchavos ou reuniões intermináveis que nuca deram em nada para a nossa gente.
Teve uma época em que vivemos intensamente no Brasil. Foi quando Juscelino construiu Brasília. Época de alegrias e desenvolvimento, de Niemeyer, da Bossa Nova, do cinema novo, do início da indústria automobilística, do Tom Jobim e de muitos outros movimentos. Depois desta época o Brasil acabou e tivemos governos que só fazem conchavos e negócios para prejudicar o nosso povo sofrido.
Os candidatos a presidente da República, em 2022, representam o que tem de mais antigo e atrasado. Bolsonaro, o atual presidente, todo mundo já conhece. Lula, candidato das esquerdas, é uma pessoa antiga, com os mesmos programas e projetos. E não é confiável. Moro é um representante das direitas que se juntou, no passado, com o que há de pior. Sobrou, então, Eduardo Leite: jovem de 39 anos, bem intencionado, inteligente, competente e pode mudar os rumos do Brasil.
Para mudar os rumos do Brasil temos que mudar radicalmente governo e sua estrutura. Não mudar o regime democrático. Manter todas as instituições funcionando. Com alguma alterações, a Câmara dos Deputados será uma Casa onde o deputado prestará relevantes serviços, receberá apenas o salário fixo e não terá verbas de representação ou qualquer outra vantagem. Assim também deve ser o Senado. Os ministros do Supremo deixarão de ter as mordomias e a quantidade de assessores. Todos prestarão relevantes serviços à Nação. Os funcionários excedentes seriam realocados para prestarem serviços onde fosse necessário.
Os ministérios seriam apenas quatro: da Educação, da Agricultura, da Saúde e da Infraestrutura. Todas as demais áreas seriam secretarias.
O Ministério da Educação seria abastecido com todo o dinheiro que fosse necessário para mudar radicalmente o ensino no País. Contrataria os maiores e melhores profissionais do setor. Invadiria as favelas com escolas profissionalizantes, trocando as metralhadoras por livros.
Agricultura seria o ministério de abastecimento. Primeiro para o Brasil, e depois para exportação. Os impostos devidos ao governo seriam pagos em produção e esta produção seria distribuída para a população carente do País. Seriam montados centros de distribuição de alimentos para as pessoas carentes, que pegariam os produtos com cartão, como se fosse um cartão de crédito.
Saúde para todos e de graça. Um programa de vacinação para salvar nossos crianças. Hospitais de referência, postos de saúde e demais equipamentos para dar o que há de melhor na área de Saúde para nosso povo.
Infraestrutura para equipar o Brasil com o melhor meio de locomoção e de transporte.
Onde conseguir tudo isso? É muito fácil… Basta acabar com as mordomias e as gratificações dos assessores, e verbas secretas para os deputados e senadores. Já imaginou a economia que nós teríamos, acabando com as vantagens que estes cargos proporcionam aos seu funcionários.
Na Amazônia seria proibido derrubar uma única árvore por 100 anos. Seria feita uma vigilância permanente. Seria proibido tocar fogo ou tirar madeira. Com isso, estaríamos protegendo a floresta, o meio ambiente e o clima do planeta. Seria muito mais interessante tomar estas providências do que deixar acabar com a Amazônia. O mundo todo iria dar verbas para preservar e manter a floresta em pé.
Este é o Brasil que nós queremos. Para viabilizá-lo, somente um jovem e sem compromissos com esta gente conseguiria realizar. A nossa geração pós guerra está totalmente decepcionada com os nossos dirigentes, que conseguiram acabar com o Brasil e com o seu povo ao longo dos anos.
*Roberto Crispim é empresário