A Redação
Novos rótulos de queijos nacionais e internacionais abrem o leque de opções à mesa do brasileiro. Especialistas atestam que no Brasil o consumo vem migrando, deixando de se dedicar somente à compra de queijos mais conhecidos, diariamente, para se arriscar na compra de queijos diferenciados.
Consultora de queijos da rede Pão de Açúcar, Mireille Ferreira Sauron destaca marcas que já asseguram posição no mercado. Ela ressalta o queijo Grana Padano (parmesão), entre os queijos duros, e o holandês Maasdam, de sabor adocicado – ambos líderes de venda.
Mireille também ressalta a elevação da qualidade na produção nacional. Destaca a produção do Gran Formaggio, em Vacaria (RS), cujo dono foi à Itália e trouxe equipamentos e especialistas para aprimorar a produção. Há também em Minas Gerais a produção de queijo Brie, Camembert e Gorgonzola. Na progressão da qualidade do queijo brasileiro, acompanham também a melhora do leite e o terroir (clima, pastagem). Destaque também para a evolução da muçarela scala, da Polenghi.
Há de se ressaltar também o surgimento de pequenas empresas e o processo cada vez mais artesanal tomando conta da produção. Destaca-se a produção em Serra das Antas (RS), de Paulo Capri, focada em queijos orgânicos. “Lá se trabalha com leite de búfala e o produtor chama os animais até pelo nome”, brinca Mireille, veterinária por formação.
Queijos orgânicos também fazem sucesso. Há provenientes de Ribeirão Preto (Gold Wana), da Fazenda da Toca, no interior paulista, do empresário Pedro Paulo Diniz (ex-piloto de F-1), com queijos Minas e Minas padrão orgânicos. “O manejo do animal é totalmente diferente, ele é criado solto, sem abuso de medicamentos e todos os produtores são cadastrados e passam por fiscalização para receber o rótulo de orgânico”, explica Mireille.
Enfocando os lançamentos, Mireille destacou novos produtos que chegaram neste inverno.
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Queijo Vermeer – holandês que se assemelha muito ao queijo Gouda, mas menos gorduroso e com menos sódio. Chega com prêmio de melhor queijo de 2012. |
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Queijo de cabra Frans Hals – de origem também holandesa, de cabra mas maturado. Recomendado para ir em saladas, risottos ou gratinar pratos. Tem digestão rápida. |
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Caciotta – queijo italiano fresco, produzido em processo artesanal e com alta umidade. Tem odor e sabor mais lácteo. |
Mitos do queijo
A especialista revela que uma das grandes preocupações da rede é quebrar alguns mitos a respeito de queijos e seu fator gorduroso. “Na verdade muitos queijos são ricos em proteínas e capazes de alimentar bem, mesmo em pequenas porções. A questão é saber balancear isso”, e explica. “Por exemplo, essa questão de que quanto mais amarelo o queijo mais gordusoso nem sempre é verdadeiro. Em muitos queijos a cor amarela é adquirida no tratamento de temperatura ou com corantes de urucum, e não pela gordura. Uma mussarela de búfula, por exemplo, tem muito mais gordura que queijos amarelos e às vezes a pessoa manda ver em uma salada cheia de queijo de búfula, achando que está arrasando, e não está”, explica Mireille.
Outro mito bastante comum é a respeito da presença de lactose em queijos, o que limitaria o consumo de pessoas com intolerância. “A maioria dos queijos não tem lactose pois é perdida no processo de maturação (quando fica condicionado e passa por processo de envelhecimento), como os queijos golda e grana padano. Podem ser comidos tranquilo por quem tem intolerância à lactose. Além disso, tem alta quantidade de cálcio, o que é muito bom para mulheres”, elenca a especialista.


