A Redação
Goiânia – As eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2022 do Catar estão perto de acabar e o Brasil já tem sua classificação garantida após ter vencido a Colômbia. A seleção da Argentina também classificada está na segunda colocação com 29 pontos.
Para quem não tem o costume de acompanhar o futebol e olha a campanha da Seleção Brasileira imagina que deve ter sido brilhante pela pontuação, número de vitórias, gols sofridos etc…
Porém para aqueles que gostam desse esporte, apesar da seleção nacional estar invicta, está muito longe de apresentar um futebol convincente e muito menos bonito.
Curiosamente, uma matéria do site de apostas online Betway deixou mais uma pulga atrás da orelha. Ela comprova a falta de relação entre uma boa campanha nas eliminatórias e um bom desempenho na Copa do Mundo.
Inclusive há que se lembrar que o Brasil classificou em 1994 com uma atuação de gala necessária de Romário no último jogo contra o Uruguai. Em 2002 a classificação também foi muito sofrida, como recorda o texto do blog da Betway. No fim, pentacampeonato no Japão.
Brilho de vez em quando
A seleção de Tite ganha, isso é inquestionável. Mas jogar bonito é outro assunto. Talvez uma das poucas exceções tenha ocorrido no último encontro da seleção ao enfrentar a Seleção do Paraguai.
A equipe de Tite jogou bem, além de dar um bonito espetáculo, pressionou durante toda a partida seu adversário ganhando por 4 a 0 com gols de Raphinha, Coutinho, Antony e Rodrygo.
Além de jogar com uma mentalidade defensiva e sem riscos, no melhor estilo Tite, falta um pouco de critério em muitos dos atletas convocados. Não é de se admirar, já que o técnico Tite insiste em convocar os jogadores em que ele confia, os chamados pela imprensa de “seus protegidos”.
Ele nem mesmo se importa que seus pupilos estejam em péssima fase ou sejam apenas reservas em grandes equipes europeias; nosso treinador não abre mão dessas convocações.
Para alegria de muitos torcedores brasileiros, o comandante da nossa seleção já anunciou que deixará o cargo após a Copa do Mundo do Catar. Aguardemos para ver quem virá a seguir para ocupar o seu lugar.
Bons números, mas faltam as grandes vitórias
Tite assumiu o comando da Seleção Brasileira em 2016 e depois de todos esses anos como treinador fez 70 jogos, com mais de 80% de aproveitamento, mas isso não foi o suficiente para o torcedor brasileiro. Apesar das vitórias, o time em campo não mostra um grande futebol.
No início de seus trabalhos o Brasil inteiro achava que ele seria o técnico perfeito depois de levar a equipe do Corinthians a ser Campeã do Mundo. Finalmente poderíamos sonhar com uma recuperação da seleção canarinho depois do vexame nas semifinais da Copa de 2014 contra a Alemanha.
Mas o tempo foi passando e como dizem popularmente “o caldo começou a entornar”, com a queda diante da seleção da Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018 e depois com a derrota em pleno Maracanã na final da Copa América de 2020 (disputada em 2021) para a Argentina por 1 a 0.
Nossa seleção, além de não ter o apoio incondicional do torcedor, não inspira muita confiança. A falta de jogos amistosos contra grandes seleções faz com que nossa equipe não seja exigida a fundo ao enfrentar seleções fracas e sem expressão.
Enquanto isso, podemos assistir as seleções europeias disputando jogos duríssimos e demonstrando uma preparação tanto física como técnica superior à seleção canarinho.
Outro problema que com certeza enfrentaremos na Copa do Catar é a mudança de comportamento das outras seleções em relação a nossa. Antigamente quando a Seleção Brasileira entrava em campo seus adversários sentiam medo do nosso futebol-arte com dribles estonteantes e jogadores de altíssimo nível técnico.
Com a escassez de grandes craques e a mudança de estilo de jogo que nosso futebol passou, nossos rivais entram em campo para nos enfrentar de igual para igual. Todo aquele glamour do nosso futebol simplesmente desapareceu.
A maior derrota da nossa seleção ocorreu na Copa do Mundo de 2014 ao ser amassada pela Seleção Alemã por 7×1 sob o comando de Felipão em pleno Mineirão.
Isso foi uma demonstração clara que fez com que o mundo visse que o país do futebol e pentacampeão do mundo já não era mais aquele monstro que conheciam.
Como a Copa do Catar terá início somente em 21 de novembro deste ano, teremos tempo o suficiente para nos preparar. Alguns jogadores brasileiros que jogam no exterior estão em excelente fase como Vinícius Júnior, Richarlison, Éder Militão, Fabinho, entre outros, e com certeza poderão fazer muita diferença em campo, já que conhecem a fundo muitos de seus adversários europeus.