Cleomar Almeida
Poucos produtores sabem ou colocam em prática medidas simples e ambientalmente corretas que podem atrair bons resultados para o seu negócio. Para melhorar o gerenciamento da atividade agrícola, é preciso antecipar a compra de insumos para aproveitar preços mais baratos, escalonar as vendas, produzir em grande escala a partir da formação de cooperativas e evitar transações excessivas de capital. Essas dicas foram apresentadas, nesta sexta-feira (12/8), pelo presidente da consultoria Agrosecurity, Fernando Pimentel, no último dia da Bienal dos Negócios da Agricultura.
Quem também esteve no evento foi Rodolfo Hirsh, representante do Rabobank. Na avaliação dele, os produtores devem planejar o investimento de capital e desconfiar de retornos muito altos, já que, segundo explicou, neste caso, os riscos podem ser maiores. O especialista afirmou que o retorno do capital investido costuma ser em torno dos 10%, ao longo da cadeia produtiva. Hirsh apresentou, ainda, alternativas para a integração vertical no agronegócio, como a produção da soja com a distribuição de insumos e criação conjunta de aves e suínos.
O painelista Horácio Ackermann expôs um caso apontado como “um novo modelo de negócio”, ressaltando que o atendimento à demanda por alimento é um grande desafio, pois “a terra é escassa”. Ele disse que a sua empresa adota o modelo de agricultura holística, gerenciando a produção agrícola em terras próprias e em campos de terceiros, por meio de um sistema de plantio direto e rotação de cultivos. Este modelo de negócio atua em uma rede de cinco mil empresas em vários países e, no Brasil, já existe há mais de oito anos, especialmente na região do Mato Grosso.
O coordenador de projetos florestais da The Nature Conservancy, Gilberto Tiepolo, ressaltou como os produtores podem encontrar uma nova oportunidade de negócio, com mínimos impactos no meio ambiente. Para ele, é preciso valorizar uma atuação integrada, que busque a conservação dos ecossistemas, a garantia dos serviços ambientais e a sustentabilidadedo negócio. Segundo Tiepolo, se adotarem estas técnicas, os produtores podem ser compensados pelas áreas restauradas e conservadas.
Com informações da assessoria de imprensa da federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg)