Raisa Ramos
Um dos grandes fenômenos da música sertaneja atual se apresenta na Capital na noite deste sábado (13/8), no Atlanta Music Hall. Edson Vander, mais conhecido como Eduardo Costa, nasceu no interior de Minas Gerais e, antes de atingir o sucesso artístico, rodou meio mundo, trabalhando para ajudar a sustentar a família. Com baixa escolaridade, o cantor não tem vergonha de suas raízes humildes e se orgulha das conquistas que fez. Mais conhecido pelas faixas “Me apaixonei” e “Coração aberto”, o cantor diz que tem Goiânia como sua segunda casa. Com pose de galã, Eduardo encanta fãs por onde passa. E a boa notícia do dia para elas é: ele está solteiro e à procura de um amor para se casar.
A Redação – Aos 12 anos você saiu do interior e foi para Belo Horizonte, onde começou a trabalhar cedo como vendedor, office-boy e outras coisas. Na mesma idade, você tocava em barzinhos nas horas vagas. Para uma criança, pode parecer muita responsabilidade. Hoje, olhando para trás, como você analisa sua infância? Foi difícil?
Eduardo Costa –Sim, foi muito difícil, pois trabalhava para sustentar a minha família. Quando comecei a cantar nos barzinhos com mais ou menos 15 anos, pude oferecer um pouco mais, pois ganhava uns trocados em cada apresentação.
Você estudava naquela época?
Infelizmente só tive a oportunidade de estudar até a quarta série.
Desde cedo você quis ser cantor. Como começou esse sonho?
Na verdade nasci com esse dom, e ao longo dos anos, as oportunidades foram aparecendo.
Li em algum lugar que você já morou em Goiás. É verdade?
Eu sou igual um cigano (risos). Morei em Goiás, Mato Grosso, São Paulo. Onde as portas foram se abrindo pra mim, fui mudando… (risos)
No começo da carreira, você teve uma banda [a K&pira] e depois formou uma dupla [Eduardo e Cristiano]. Ambos projetos não duraram muito. Por quê?
Porque na época, o dinheiro para um já era muito pouco, imagina dividir isso por dois ou por três. Além disso, minha personalidade musical sempre foi muito única, sempre gostei de improvisar, por isso, achei mais prudente fazer isso sozinho.
E quando foi que o sucesso finalmente veio?
A música "Coração aberto" me mostrou para o mercado e a "Me Apaixonei" me deixou conhecido nacionalmente.
Dá para ver que você lutou muito para chegar onde chegou. Você está satisfeito com suas conquistas até o momento ou quer mais?
Sou muito grato por tudo o que me aconteceu, e por tudo que eu consegui, mas para progredir temos que querer sempre mais, temos que inovar e nos diferenciar dos demais. Dessa maneira, a carreira nunca se encerra e não fica estagnada.
Muitas fãs querem saber: você está solteiro?
Solteiríssimo e querendo uma mulher pra casar! (Risos)
Seu cachê inicial era bem baixo, em torno de R$ 20 por apresentação. Desculpe a pergunta, mas hoje quanto você recebe para tocar?
Ah… Essa informação tem que ser lá com meu escritório, a Talismã (risos). [Mesmo não querendo responder, a biografia do cantor em seu site oficial revela que, a partir de 2002, o artista passou a cobrar entre R$ 3 mil e R$ 5 mil por show. Hoje deve ser mais].
"De pele, alma e coração" é seu mais novo álbum. O que ele tem de especial?
Este disco é a realização dos meus sonhos. Participei de tudo, desde o início. Cenário, luz, repertório. Todas as ideias vieram do fundo da minha alma, por isso ele é tão especial.
O que o público pode esperar do show de sábado?
Esse show é feito basicamente em cima desse último trabalho. A turnê "De Pele, Alma e Coração" está percorrendo todo o Brasil com muito romantismo, animação e alta tecnologia.
Serviço:
Show Eduardo Costa
Data: 13/8/2011
Horário: a partir das 22 horas
Local: Atlanta Music Hall (BR-153, Km 10, saída para São Paulo)
Ingressos: Entre R$ 70 e R$ 150; Mesas: Entre R$ 400 e R$ 600.
Pontos de venda: Bougainville, Rival Calçados, Tkts Express e www.digitalingressos.com.br (Ingressos online)