Pouco tempo atrás comemoramos o dia que o Conselho Federal de Medicina (CFM) reconheceu a acupuntura como especialidade médica. Data muito importante para todos nós, acupunturistas médicos, que vemos a necessidade da formação médica para o uso da técnica. Neste artigo quero explicar o porquê você também precisa se atentar a isso quando for procurar um profissional.
A acupuntura faz parte do que chamamos de Medicina Tradicional Chinesa, uma ciência que existe há mais de 5 mil anos. Os chineses acreditam que as agulhas são capazes de equilibrar nosso corpo, tratar e evitar diversas enfermidades que nos afetam.
Com o tempo, a medicina ocidental também atestou esses benefícios e, hoje, até a Organização Mundial da Saúde, a OMS, recomenda o tratamento. Com poucas sessões vemos resultados em diversos tratamentos, desde problemas mais comuns – como a lombalgia ou a cefaleia – até os mais complicados, como a fibromialgia, depressão e os mais diversos diagnósticos que causam diminuição da nossa qualidade de vida.
Mas como em qualquer tratamento tradicional, o mais importante é – sempre – o diagnóstico correto. Sem ele, não sabemos como atuar, seja através de remédios, cirurgias, terapias e, é claro, a acupuntura. O diagnóstico, pela legislação brasileira, é prerrogativa exclusiva do médico, do odontólogo e do médico veterinário.
O motivo para isso é muito simples: o conhecimento. São seis anos do curso de medicina, que engloba um aprendizado profundo de todas as partes do corpo humano, complementados com uma especialização (que dura, em média, mais dois anos) e atestado por uma prova rigorosa, que atesta nosso conhecimento teórico e capacidade prática de utilizar a acupuntura para o tratamento.
Essa preparação que todo médico passa é necessária, porque através dela o paciente tem a segurança que o seu diagnóstico e tratamento estão sendo feitos com segurança. Afinal de contas, o agulhamento – mesmo que superficial e praticamente indolor – é considerado um procedimento invasivo. E como um, precisa de cuidados. Na China, país berço do tratamento, é exigido um diploma de medicina para se atuar.
Então, ao procurar os benefícios da acupuntura, não se esqueça: procure um médico. Não brinque com a sua saúde.
*Fábio Azevedo de Almeida é médico acupunturista e presidente do Colégio Médico de Acupuntura de Goiás (CMA-GO)