O mundo virtual está cada vez mais próximo da nossa realidade. Estamos avançando em ritmo ligeiro e é preciso refletir quais serão as nossas probabilidades evolutivas dos serviços digitais em alguns anos. Como podemos visualizar a vida no início dos anos 2030? Os grandes investidores subsidiados pela tecnologia e inovação têm apostado em um ecossistema do mundo virtual que replica a realidade: o metaverso.
No Brasil, a nova novela da rede Globo, Travessia, aborda o tema do metaverso na construção de um shopping virtual. Esta é uma abordagem que ainda está sendo compreendida pela sociedade e pode gerar iniciativas para potencializar a transformação do mercado por meio virtual.
Tudo será conectado em plataformas de dados e a um portfólio evolutivo de tecnologias combináveis, coletáveis e compartilhadas, como, por exemplo, a saúde das pessoas. Os dados de qualidade de vida irão identificar desvios de normalidade na qualidade do sono, estresse, enfermidades, sendo transferidos automaticamente para plataformas agregadoras que destacarão desvios para tratamentos específicos e preventivos. Imagine o contexto de conexão com a saúde como uma funcionalidade usual e disponível para acesso de toda população?
A maioria dos agendamentos de serviços, conexões familiares e amigos poderá ser utilizada via plataformas como o metaverso. Mas o que está por trás de tudo isso? Tudo se converte em telas menores, mais rápidas, em qualquer lugar, com imersões mais aceleradas e sessões acessíveis a todo momento. Tudo será biométrico, identificado e gravado. Todas as interações sugerem que mais de um terço de todas as atividades sociais serão inseridas na indústria, no comércio e nos serviços. E todos os negócios da indústria ou de serviços devem iniciar um processo substancial de transformação com a presença do metaverso para sobreviverem.
Os governos têm um papel fundamental neste novo modelo digital. As decisões de novos serviços em espaços virtuais necessitam estar alinhadas com os objetivos estratégicos da transformação digital do Estado. Nosso papel é construir e potencializar o amadurecimento digital da sociedade, fomentando um ecossistema integrado no qual viveremos nos próximos anos. E estamos no caminho certo. Goiás foi o primeiro ente federativo a colaborar com discussões sobre metaverso no país. Recebemos na última semana a Expo Metaverso – o primeiro evento do Brasil no metaverso. A iniciativa conectou virtualmente visões de futuro sobre estratégias e mercado, reunindo grandes nomes mundiais e experiências virtuais cheias de novas possibilidades de inovação.
Rodrigo Michel de Moraes, subsecretário de Tecnologia da Informação da Secretaria de Desenvolvimento e Inovação
Metaverso: a vida em 2030
*José Abrão é jornalista, mestre em Performances Culturais pela Faculdade de Ciências Sociais da UFG e doutorando em Comunicação pela Faculdade de Informação e Comunicação da UFG