Resistência – A partida da volta do Superclássico das Américas, que definiria o título do duelo amistoso entre a seleção brasileira e a Argentina, foi cancelada na noite desta quarta-feira (3/10) por conta de um apagão no estádio Centenário, na cidade argentina de Resistência.
A falta de iluminação impediu a realização da partida e deve deixar o troféu da disputa com o time de Mano Menezes, que havia vencido o jogo de ida, por 2 a 1, há duas semanas, em Goiânia. O Brasil deve se sagrar bicampeão do Superclássico, que substitui a antiga Copa Rocca, porque a partida não será transferida para outra data, segundo Andrés Sanchez, diretor de seleções da CBF.
"Impossível (transferir o jogo) porque temos rodada (do Brasileirão) no sábado, por causa das eleições. Seria injusto não atender os clubes. Não dá para ter jogo nestas condições. Os jogadores ficaram tristes, claro, porque vieram preparados para o jogo. Mas vamos embora para São Paulo", afirmou Sanchez, em entrevista à TV Globo.
O dirigente, contudo, não confirmou que o título ficará com o Brasil. "O regulamento deste torneio é meio complicado. O troféu vai ser decidido na próxima reunião. Pela lógica, nós somos os campeões. Mas vamos aguardar", declarou, cauteloso. A definição sobre o troféu acontecerá em reunião da Conmebol na próxima semana.
Apagão
Os dirigentes da CBF e da AFA (Associação de Futebol Argentino) chegaram a um acordo para cancelar a partida às 23h10, um hora e 10 minutos depois do horário marcado para o início do duelo. A medida já havia sido sugerida pelo árbitro chileno Enrique Osses, insatisfeito com os problemas de iluminação do modesto estádio, com capacidade para 25 mil torcedores.
A arena, do Sarmiento, clube da 4ª divisão argentina, sofreu três blecautes antes do início da partida. Os dois primeiros aconteceram a menos de uma hora do jogo. O terceiro apagão ocorreu a poucos instantes do pontapé inicial, quando as duas seleções já estavam prontas em seus respectivos lados do campo.
Sem esconder a insatisfação com a falta de estrutura do estádio argentino, Sanchez criticou a AFA pela escolha do modesto estádio. "Tudo que envolve política no futebol dá esse problemas. Com certeza, hoje seria um jogo político aqui", reclamou. O Centenário teria sido escolhido pela presidente Cristina Kirchner para agradar o governador da província do Chaco, Jorge Capitanich, presidente do Sarmiento.
Sem datas para disputar a partida cancelada, a seleção brasileira voltará a campo mais duas vezes neste mês em amistosos previamente definidos pela CBF. Já na próxima semana, no dia 11, o time de Mano enfrentará o Iraque, do técnico Zico, na Suécia. Cinco dias depois, o adversário será o Japão, na Polônia. O elenco, com várias mudanças, se apresentará no domingo (7) para a viagem à Europa. (Agência Estado)