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Aflag, lugar de utopia e das parentes do futuro

17.05.2023 - 08:53:09
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Há quase dez anos, exatamente no dia 18 de dezembro de 2013, eu tomava posse na Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, egrégia casa de cultura, de artes e saberes, quando passei a ocupar a Cadeira nº 08, cuja patrona é a musicista Dalva Pires Bragança.
 
Cheguei à Aflag com o coração e os gestos tomados daquela mesma emoção. Autorizada pelo tempo e pela benevolência das minhas confreiras, que unanimemente alçaram-me à condição de presidente, venho e trago em mim as marcas da geografia do tempo, que traçaram meu ser do aqui-agora, originaram o meu DNA e deram um norte à minha história de vida. A biografia que me descreve, desenha perfis de filha, mãe-irmã, de mãe, de esposa, de vovó e de uma vida dedicada às coisas materiais e imateriais das artes, da cultura, da história, da preservação e da literatura de nossa terra cerratense. Não cheguei sozinha, nem repentinamente.
 
Vim com a esperança, a fé e o amor como símbolos de entrega, de doação e de dedicação para o alcance dos objetivos da Aflag.
 
Há quase vinte anos, ingressei-me nas searas da literatura, quando publiquei o meu primeiro livro, em 2004. Nele está inserido o poema “Era feliz e não sabia”, escrito muito antes, cuja existência contribuiu para originar o livro. Explico: o texto foi inspirado em um dos poemas da trilogia A criança que fui chora na estrada de um dos heterônimos de Fernando Pessoa. O poema I dele inicia-se assim:
 
“A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.”
 
O meu poema diz:    
 
Quando pequena, queria ser outra.
Sendo eu mesma me sentia ninguém.
Cresci, evoluí, mas virei ostra.
Buscando em mim, outrora, aquele alguém.
 
Li os dois textos para o professor José Mendonça Teles quando eu era chefe de gabinete de sua presidência no IHGG, perguntei-lhe qual ele apreciava mais. Ele disse “o segundo”. Eu identifiquei os autores de um e do outro. Ao saber que o que ele mais gostou era o meu, afirmou: Beth você já pode reunir seus poemas guardados e publicar o seu primeiro livro. E, assim, surgiu o Dimensões do viver, em Edição Consorciada da UBE-GO.
 
Desde sempre, meus gestos, meus sentimentos e atitudes se tornaram naus, cujas âncoras, fincadas nos portos artísticos, tornaram-se um rumo na vida da qual nunca mais me afastei.
 
O meu tempo de artes é antes e é agora. Trago em mim o que compôs minha estrada, cujo trajeto não teve atalhos, não teve esquivas, não teve fugas. O curso de Psicologia e a pós-graduação proporcionaram-me uma imersão nos mistérios da mente humana, no autoconhecimento, na compreensão dos meus sentimentos, na empatia para com os que me cercam, especialmente para com os portadores de necessidades especiais, e na busca dos motivos para existirmos: acredito que para sermos felizes.
 
 A graduação e a pós em Educação Física abriu-me as portas profissionais, com o primeiro lugar em concurso público para professora de Dança. Amante da dança e de sua expressão, atuei no Centro Livre de Artes da Prefeitura de Goiânia, como professora e como diretora da instituição, por quase 10 anos, além de várias academias de dança e colégios da capital.
 
Trago a experiência de mais de um quarto de século atuando junto às presidências do IHGG, como chefe de gabinete, secretária executiva e geral das diretorias, além de ser vice-presidente dos dois últimos presidentes: Geraldo Coelho Vaz e Jales Mendonça. No final dos anos 1990 fui convidada por José Mendonça Teles para trabalhar por seis meses no IHGG; fiquei lá por mais de 26 anos.
 
Atualmente, tenho a honra de ser sócia titular e vice-presidente da diretoria, na exitosa gestão do promotor de Justiça, dr. Jales Guedes Coelho Mendonça, cuja atuação rotulei como: “Presidente 50 anos em 01” e agora em 2. Pois, em apenas 2 anos, ele conseguiu realizações e façanhas inimagináveis para uma instituição, que assim como as demais congêneres, vivia de pires na mão. Agora não mais. Ele criou uma nova forma de gestão junto à iniciativa privada. Quero aprender com o Senhor, meu presidente, a fim de implantar em nossa Aflag.
 
Ao nascer, eu trouxe comigo o tipo sanguíneo “B – RH Positivo”. Mas houve mudanças. De acordo com o que afirmou o amigo dr. Jales Mendonça, em sua posse, na presidência do IHGG, há 2 anos, o meu sangue é IHGG – Positivo. Pois bem, concordei e fiquei honrada, com sua sensibilidade ao perceber o meu pertencimento para com aquela casa de saberes. Pois bem, eu penso que doravante meu sangue será: IA – Positivo (I de IHGG e A de AFLAG).
 
Quando da minha posse na Aflag, há 10 anos, iniciei meu pronunciamento sob o título de Pertencimentos, reverenciando o poeta do mar, Vicente de Carvalho, da ABL. Sua voz lírica define em um soneto majestoso, o que é felicidade e a impossibilidade, recorrente, de a encontrarmos. Seu canto diz:
 
“Essa felicidade que supomos,
árvore milagrosa que sonhamos,
toda arreada de dourados pomos,
 
existe, sim; mas nós não a alcançamos
porque está sempre apenas onde a pomos
e nunca a pomos onde estamos.”
 
Naquela ocasião, discordei da voz poética de Carvalho. Eu estava imensa e inteiramente feliz por adentrar os umbrais desta Casa de Rosarita Fleury e das maiores representantes das artes em Goiás, de todos os tempos.
 
Agora, volto a recordar Carvalho e corroborar as minhas palavras de 10 anos atrás. A felicidade, esta “Árvore milagrosa que sonhamos” está aqui e agora, novamente. E será imensamente frutífera, pois almejamos e tudo faremos para que a Aflag galgue os píncaros na senda idealista e de ações, em prol dos objetivos para os quais fora criada em 9 de novembro de 1969, por sua idealizadora Rosarita Fleury que, juntamente com as empoderadas e desinvisibilizadas sonhadoras de futuros: Ana Braga e Nelly Alves de Almeida, fez da quimera, realidade. Criaram a Aflag, contribuindo, sobremaneira, para mudar as narrativas históricas com relação às mulheres.
 
Existem seis Academias Femininas no Brasil. A primeira foi a do Espírito Santo, fundada em 1949; a do Paraná, em 1970; a de Jundiaí, fundada em 1973; a Mineira, que é de 1983; a do Ceará, de 2002. A nossa Aflag foi a segunda a ser fundada, 20 anos depois da primeira, a espírito-santense.
 
Mulheres, além de seu tempo, deixaram de ser “sombras tênues da história” (nas palavras de Lena Castello Branco Ferreira de Freitas), idealizaram este lugar de fala. Procuraram compor uma Academia plural, onde o dinamismo feminino (não feminista) mesclasse a representação da Literatura, da Música, das Artes Visuais, da História, da Antropologia, da Filosofia, e das Artes Cênicas (teatro e dança), para a preservação da memória e a valorização do patrimônio histórico, artístico e cultural do Estado de Goiás.
 
A fundação da Aflag surgiu devido a uma iniquidade. Naquele tempo, final dos anos 1960, as mulheres invisibilizadas, degredadas e marginalizadas, eram impedidas de ingressar na Academia Goiana de Letras. Constituída em 1939, aos moldes da Academia Brasileira de Letras, negava às mulheres o acesso ao reduto criado sob a égide machista, vigente em todas as esferas: sociais, familiares, políticas, econômicas, jurídicas, artísticas e, por conseguinte, literárias. 
 
E, cabe aqui ressaltar, que a primeira Academia de Letras do Estado foi fundada e presidida por uma mulher: Eurydice Natal e Silva. De duração efêmera, criada em 1904, na Cidade de Goiás, tornou-se o embrião do surgimento da Academia Goiana de Letras, constituída 35 anos após a primeira, por seu filho Colemar Natal e Silva e outros. Somente depois de 34 anos de existência, a primeira mulher, Regina Lacerda, passou a integrar a AGL, na vaga do maior defensor da exclusão feminina naquela Casa, o escritor Zoroastro Artiaga.
 
Fundada em 1897 a Academia Brasileira de Letras teve em seu grupo de idealizadores a escritora, cronista, teatróloga e abolicionista brasileira Júlia Lopes de Almeida. Seu nome era um dos 40 imortais constantes da lista dos primeiros que fundariam a instituição. Na primeira reunião da ABL retiraram o seu nome e o substituíram pelo nome do seu marido Filinto de Almeida. Ele era chamado de “Acadêmico Consorte”.
 
Em 1930, a ABL negou à escritora Amélia Beviláqua a possibilidade de pleitear uma vaga. A Academia afirmou que o termo “brasileiros”, constante no estatuto, só se referia ao gênero masculino. Sendo assim, em 1950, eles mudaram o regimento interno para acrescentar “brasileiros do sexo masculino”, para que nenhuma outra mulher tentasse o seu ingresso.
 
A primeira figura feminina a pertencer à ABL foi Rachel de Queiroz. A Casa retirou o veto às mulheres, regimento interno em 1977, 80 anos após sua criação, para receber a escritora. Após ela, mais nove mulheres adentraram a Casa de Machado de Assis. A 4ª, Nélida Piñon, foi eleita presidente, no Centenário da Instituição, em 1997. Atualmente, há 4 ocupantes das 40 cadeiras (no total de 10% dos imortais).
 
O romancista de Vidas Secas, Graciliano Ramos, duvidou que Rachel de Queiroz fosse uma mulher e, realmente, a autora de O quinze, aos dezenove anos. Ele afirmou: “Seria realmente de uma mulher? Não acreditei. Lido o volume e visto o retrato no jornal, balancei a cabeça. Não há ninguém com esse nome. É pilhéria. Uma garota assim fazer romance! Deve ser pseudônimo de sujeito barbado”.
 
Nélida Piñon certa vez confidenciou que desde o início ela sentia-se discriminada. Reclamou que precisava dar constantes provas de que, ao escolher a literatura como ofício de vida, estava decidida a alcançar a excelência estética. Assim conviveu com a desconfiança, com as definições imputadas às mulheres (ou seja, com os preconceitos) e com um conjunto de circunstâncias que a marginalizavam.
 
Desde sua fundação, a Aflag contou oito acadêmicas a gerir seus destinos, em nove mandatos. Uma plêiade de mulheres, de notório saber, nas artes, no conhecimento e na cultura goiana em geral.
 
Rosarita Fleury, sua idealizadora, presidiu-a por 23 anos. Em 1959, recebeu da Academia Brasileira de Letras o Prêmio Júlia Lopes de Almeida, com o romance Elos da mesma corrente. Foi a primeira escritora do estado de Goiás premiada pela ABL e a vencedora do primeiro concurso de poesias promovido pela AGL. Dez anos depois do prêmio da ABL, fundou a Aflag e, 20 anos depois da premiação, foi eleita para a AGL.
 
Célia Coutinho Seixo de Britto, a segunda presidente, foi uma pesquisadora obstinada. Registrou, para a posteridade, estudos acerca da importância da figura feminina nos desígnios do estado de Goiás, nos séculos XVIII e XIX. No livro A mulher, a história e Goiás, analisou trinta e dois perfis femininos, com enfoque biográfico, político e social.
 
A musicista, poetisa e pesquisadora, Lygia Moura Rassi, marcou, indelevelmente, os caminhos da Aflag com sua delicadeza e perseverança. Em busca de subsídios para seus estudos genealógicos, esteve no Líbano, em Cuba e nos Estados Unidos, para a conclusão de suas pesquisas na área da genealogia.
 
Ana Braga, minha querida madrinha cultural, Presidente de Honra da Aflag, é minha confreira também no IHGG. Ela é a memória viva de lembranças e vivências culturais, literárias e políticas. Este ano em que completa 100 anos de existência, a Aflag outorgou o “Ano cultural: Centenário de Ana Braga”.
 
Ana Braga foi uma das primeiras vozes femininas engajadas e empoderadas na política em Goiás. Conquistou o seu lugar de fala como vereadora, deputada estadual e procuradora do Estado. Atuou, decisivamente, nos desígnios políticos, não só de nosso Estado, mas de todo o país. Educadora, determinada, por suas mãos, passaram personalidades de grande destaque em todas as áreas do conhecimento.
 
Conhecida nacionalmente por sua obra literária, a 5ª presidente, Augusta Faro Fleury de Melo, é exímia poetisa, contista e autora de livros infanto-juvenis. Imponderável na leveza de administrar, inaugurou e mobiliou a nova sede com requinte e personalidade. Agradeço-lhe o apoio à minha imersão ao meio literário. É dela a apresentação do meu livro de estreia.
 
Sua sucessora, a escritora Heloisa Helena de Campos Borges, a “Tigresa de Bengala”, nas palavras de José Mendonça Teles, em seu discurso de posse confidenciou: “Costuradas ao meu espírito estão a paixão, a coragem e a persistência”. Essa persistência, que teima sobrevivência, aliada à paixão por tudo o que faz e a coragem de ousar realizações, contribuíram para que sua administração fosse coroada de êxitos, na continuidade da consecução dos objetivos deste sodalício.
 
Herdeira cultural de Rosarita Fleury, Maria Elizabeth Fleury Teixeira, presidiu a Aflag em duas ocasiões. Antes e depois de Alba Lucínia Dayrell. Beth Fleury, desde tenra idade, é fiel colaboradora da Aflag. Foi mascote cultural de sua mãe Rosarita Fleury. Por isso, seu perfil é alma e memória aflagueanas. Elas se completam. Ver Beth é ver Aflag e vice-versa. Seu ser de impecável ética, leveza, simplicidade e dedicação, continuamente, se dá em prol desta valorosa Instituição.
 
A sucessora da primeira gestão de Beth Fleury, a escritora e musicista Alba Lucínia Dayrell, é membro da Academia Internacional de Música e da Academia Nacional de Música, com sede no Rio de Janeiro. Escritora, publicou vários livros. Seus artigos estão em diversos jornais goianos. Foi professora de Piano na UFG, onde coordenou diversas atividades artísticas e culturais em Goiás.
 
Ser a décima presidente. Suceder nossa querida presidente, em sua segunda gestão Beth Fleury, muito me honra.
 
Reverencio as memórias de meus pais: Pedro de Abreu Caldeira que foi condecorado pelo então prefeito Nion Albernaz com o título de Pioneiro de Goiânia; e mamãe, Romilda Ribeiro Caldeira, cuja morte precoce arrebentou o elo mais forte da corrente familiar, deixando-nos acéfalos de uma figura materna de luz, um berço de aconchegos e afetos para os familiares, amigos e pessoas carentes. Ela abrigava, em nossa casa, todos que precisassem de um lar, quer fosse uma carência temporária ou uma moradia para chamar de sua.
 
Homenageio o meu marido Célio, pelo apoio inconteste nas minhas constantes buscas do conhecimento, do autoconhecimento e dos saberes. Agradeço-o pelo respeito ao meu sentimento de pertencimento para com as coisas da cultura, das letras, das artes daqui e de outros rincões nacionais e internacionais. Porque: se tem alguém que ama viajar, essa sou eu… Agradeço e exponho a minha ternura e o meu amor incondicionais pelos meus filhos, bálsamos de minha existência: Leandro, Raphael e Ludmila. A nossa Lud nos presenteou com dois lenitivos espirituais da velhice. Duas estrelinhas de luz que inundam de felicidades nossos corações: Isis e Eloá. E os que adoçam as vidas de nossos filhos, também adoçam as nossas. Sendo assim, agradeço ao Vinícius e à Maria Viana por amarem nossos filhos: Lud e Leo.
 
Sou grata às presenças constantes em minha vida dos meus irmãos, sinônimos de amor sem medidas: Edvan, Edmar, Elizete, Pedro Jr. (ceifado tão jovem desta existência) e Peterson. Rendo graças, ainda, a Terezinha de Sousa Abreu, madrasta amiga, a quem devemos a vida de nosso primogênito, Leandro. O nosso Leo, quando recém-nascido, foi acometido de uma obstrução respiratória. Ela conseguiu fazê-lo voltar a respirar, quando parecia não ser mais possível.
 
Os artistas e as suas produções atendem à assertiva do papa Francisco quando afirma que: “Os rios não bebem sua própria água. As árvores não comem seus próprios frutos. O sol não brilha para si mesmo. E as flores não espalham sua fragrância para si. Viver para os outros é uma regra da natureza. A vida é boa quando você está feliz. A vida é muito melhor quando os outros estão felizes por sua causa”. 
 
Sendo assim, o artista não produz sua arte para si mesmo. O criador dá vida à criatura para o deleite do outro. Conclamo a todas e todos para que possamos ser causadores da felicidade dos outros. Pois, de acordo com a Carta de São Paulo aos Coríntios, bem ditas pela confreira Sandra Queiroz, nossa vice-presidente: o que permanece é “a fé, a esperança e o amor. Mas a maior delas é o amor”.                                               
 
Nesse sentido, temos a esperança de que o nosso amor pela arte e sua difusão possam contribuir para fazer os outros felizes. Idealizamos projetos e ações em prol da preservação da memória de nossas acadêmicas, de nossas antecessoras e do desenvolvimento artístico e cultural de nossa goianidade. Levaremos às escolas e onde o povo está, de forma inclusiva, a arte que emerge na Aflag. Atuaremos, ainda, para destacar, valorizar, aplaudir, registrar e impulsionar estudos e pesquisas, que deem ênfase ao papel da mulher nas artes e na sociedade que, ainda, teima em invisibilizá-la.
 
Gosto de pensar na quimera que nos segue, nos abarca e nos abre novos caminhos, como este que doravante trilharemos. Nada melhor que tentar entender a utopia, sob o olhar do escritor Eduardo Galeano. Para ele a utopia “está no horizonte. Me aproximo dois passos, e ela se afasta dois passos. Caminho dez passos, e o horizonte se distancia dez passos além; por muito que caminhe, nunca a alcançarei. Para que serve a utopia? – Serve para isso, para nos fazer caminhar”.
 
Esses caminhos, ao encontro da ilusão e dos sonhos, fazem-nos recordar o poeta moçambicano Mia Couto. Sobre os sonhos, ele inquire: “O que faz andar a estrada? É o sonho. Enquanto a gente sonhar, a estrada permanecerá viva. É para isso que servem os caminhos, para nos fazerem parentes do futuro”.
 
Que nossos caminhos nos permitam sermos “parentes do futuro” e que ele seja brilhante e exitoso!!!
 
Salve a Aflag! Salve o empoderamento feminino e as lutas diárias das mulheres para saírem da invisibilização a que são impostas!
 
Salve as mulheres das artes de hoje e de sempre. Porque a vida é agora, é passageira. A arte é sempre, é duradoura.
 
Elizabeth Abreu Caldeira Brito, escritora, formada e pós-graduada em Educação Física e Psicologia, mestre em Letras e Críticas Literárias pela PUC-Goiás, é presidente da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, gestão 2023-2025.

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por Elizabeth Abreu Caldeira Brito

*José Abrão é jornalista, mestre em Performances Culturais pela Faculdade de Ciências Sociais da UFG e doutorando em Comunicação pela Faculdade de Informação e Comunicação da UFG

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