Agência Estado
Vinda da pequena Canton, Ohio, residente em Los Angeles, solta no mundo com sua música, Macy Gray tem consciência de que os norte-americanos tendem a olhar para dentro e alienar o entorno. Doze anos depois de estrear no mundo dos hits, sua voz rouca viaja Europa, Ásia e Oceania, e suas experiências são compartilhadas na internet. Recém-chegada da África, onde debutou, ela canta hoje no Rio – é a principal atração da noite de abertura do festival Back2Black.
"Eu estou no mundo todo. Sendo dos Estados Unidos, é fácil pensar que este é o único lugar do planeta, que você não precisa conhecer mais nada", diz, com naturalidade, de casa. "Mas tem tanta coisa para se conhecer! A música me permitiu fazer isso. Tenho muita sorte de ter minha própria estrada." Em julho, ela passou por festivais de blues e jazz em Angola, na Holanda, Suíça, Turquia e Geórgia, com os três filhos adolescentes a acompanhá-la.
"The Sellout", lançado há pouco mais de um ano, é o quinto disco de estúdio da cantora. Puxado pela edificante "Beauty In The World", tem cores tão distintas quanto a participação da jovem Romika (na sofrida "Still Hurts") e o hard rock do Velvet Revolver ("Kissed It"). Os ingressos para cada noite do festival custam entre R$ 100 e R$ 250.