João Gabriel de Freitas
(atualizada às 20h30)
O Atlético realizou na noite desta quinta-feira praticamente duas partidas na Arena do Jacaré (Sete Lagoas). Pouco da equipe desnorteada e dominada pelo lanterna América-MG, no primeiro tempo, se pode enxergar no time que veio a campo para os 45 minutos finais. Depois de sair perdendo, no gol sofrido aos 27 minutos em evidente falha de marcação, e debaixo de muita bronca do técnico Hélio dos Anjos, o rubronegro buscou no segundo tempo a virada, com dois gols de Juninho e melhor futebol.
Com a vitória – a quarta seguida no Brasileirão depois de bater Santos, Flamengo e Grêmio – o Atlético foi a 25 pontos, ganhando provisoriamente uma posição. Ocupa a 11ª colocação, mas pode perder duas posições caso Ceará e Cruzeiro vençam seus desafios neste domingo, nos jogos que encerram o primeiro turno do campeonato.
Embalado pelas três últimas vitórias, o Atlético foi armado sem grandes novidades. Somente Ernandes, que se contundiu na sexta-feira, deu lugar a Agenor, no esquema 4-4-2 mantido por Hélio dos Anjos. Na lateral-direita, Rafael Cruz assumiu a posição no lugar de Adriano, depois de cumprir suspensão. Diante do lanterna e diante de um público fraco na Arena do Jacaré, a expectativa era de que o Dragão partisse para cima, afoito pela quarta vitória. Não foi o que se viu.
Sonolência
Por quase todo o primeiro tempo, o rubronegro atuou com uma displicência de amedrontar. Pouco dominava a bola no meio de campo, com Thiaguinho vestindo a camisa 10, e tão pouco conseguia acertar a marcação. De nada adiantava Hélio dos Anjos tentar orietar os jogadores aos berros, na beirada de campo. O time estava disperso e o gol sofrido aos 27 minutos, por William Rocha, ilustrou bem a situação. Em cruzamento pelo lado direito de Marcos Rocha, depois de receber de Carleto, William subiu na segunda trave completamente livre, para cabecerar para o chão. A bola ainda passou por entre as pernas do goleiro Márcio antes de morrer nas redes – 1 a 0 Coelho.
O gol não serviu para acordar o Dragão, que seguiu patinando até o fim do primeiro tempo. A bronca e o que se conversou nos vestiários apenas os jogadores e a comissao técnica sabe, mas ao mesmo mexeu com o time. Para a segunda etapa, Hélio dos Anjos sacou Thiaguinho do meio de campo e lançou o inflado Diogo Campos, autor de três gols nos últimos três jogos, sempre entrando no segundo tempo.
O risco de criar um vazio no meio de campo com a substituição não se concretizou. Diogo soube segurar e distribuir algumas bolas no meio, e descia com velocidade ao ataque. Logo aos sete minutos, surgiu a melhor chance do Dragão, em falta na entrada da área, pela esquerda, em Thiago Feltri. Márcio foi para a cobrança, mas bateu mal, na barreira, e ainda tentou aproveitar rebote, mas sem eficiência.
Gol de sangue
Como tem acontecido nas últimas vitórias rubronegras, as alas passaram a ser os principais setores criativos do time, e delas surgiram os dois gols da virada. No primeiro, pela esquerda, Thiago Feltri recebeu quase na linha de fundo, fingiu o cruzamento e cortou o marcador com a canhota, mandando para área com a perna destra. Na área, com seus 1,67 metros de altura, Juninho saltou entre a zaga e resvalou a bola, para o canto esquerdo do gol de Neneca – 1 a 1, aos 24 minutos. O atacante nem comemorou. Atingido na cabeça pelo marcador no lance, Juninho sofreu corte e foi atendido fora de campo. Voltou com curativo e touca na cabeça.
A virada não demoraria, desta vez, depois de lance pela direita, com cinco toques. No meio de campo, Diogo Campo dominou e passou para Rafael Cruz, que dominou e na altura a intermediária lançou rasteiro para a área, para a entrada de Juninho, que chegou em velocidade, completando para o gol, de primeira – 2 a 1 Atlético, aos 31 minutos.
Anselmo também teve suas chances para ampliar, a melhor delas, aos 39 minutos. Rafael Cruz limpou o lance e achou Juninho pela direita. O atacante cruzou e a bola atravessou a área até chegar a Anselmo, que dominou e finalizou de canhota, quase dentro da pequena área, para a defesa de Neneca. Nos minutos finais, o América-MG partiu para o abafa, em busca ao menos de um ponto. A equipe pressionou mas a zaga atleticana manteve o resultado.
Na abertura do segundo turno, na próxima quarta-feira (dia 31), o Atlético volta a jogar em seus domínios, contra o Coritiba, às 20h30, no Serra Dourada.
FICHA TÉCNICA:
1 AMÉRICA- MG: Neneca; Otávio, William Rocha(Ulisses), Gabriel Santos; Marcos Rocha, Leandro Ferreiro, Amaral, Rodriguinho (Netinho), Thiago Carleto; Kempes e Alessandro (André Dias). Técnico: Givanildo Oliveira.
2 ATLÉTICO- GO: Márcio; Rafael Cruz, Gilson, Anderson, Thiago Feltri; Pituca, Bida, Agenor (Vítor Júnior), Thiaguinho (Diogo Campos); Juninho (Paulo Henrique) e Anselmo. Técnico: Hélio dos Anjos.
Local: Arena do Jacaré (Sete Lagoas). Árbitro: Paulo César de Oliveira. Cartão amarelo: Diogo Campos, Anderson. Público: 1.256 pagantes
Melhores Momentos:
Primeiro tempo
27 minutos – GOL! William Rocha aproveita cruzamento de Marcos Rocha, na segunda trave, cabeceia sozinho. A bola ainda passou debaixo das pernas de Márcio antes de entrar.
39 minutos – Substiuição. Contundido, Alessandro sai e dá lugar a André Dias.
Segundo Tempo
7 minutos – falta perigosa em Thiago Feltri
8 minutos – Márcio cobra mal, na barreira, tenta rebote,mas não aproveita o lance.
20 minutos – Anselmo perde grande chance, pela direita. Bate para fora.
22 minutos -Substituição. Sai Agenor e entre Vitor Júnior.
24 minutos – GOL! Thiago Feltri recebe quase na linha de fundo, cortou o marcador com a esquerda e mandou para a área com a direita, para o cabeceio de Juninho.
31 minutos – GOL! Juninho, de novo ele, marca em chute na entrada da área e vira a partida para o Dragão. A jogada nasceu no meio de campo, do Diogo Campos, ele tocou para Rafael Cruz que, na intermediária, fez lançamento rasteiro para Juninho, que chegou finalizando.
39 minutos – Anselmo perde grande chance próximo à pequena área. Rafael Cruz limpou o lance e achou Juninho pela direita. O atacante cruzou e a bola atravessou a área até chegar a Anselmo, que dominou e finalizou de canhota, para a defesa de Neneca.
44 minutos – pressão do América e zaga tira no sufoco.
46 minutos – Substituição. Entra zagueiro Paulo Henrique na vaga de Juninho.