Jairo Macedo
Estagiário
O Atlético não conseguiu conter o volume de jogo palmeirense e amargou mais uma derrota no Brasileirão, por 2 a 0, no Canindé, pela sétima rodada. O resultado levou o Dragão a ficar uma posição acima da zona de baixamento, com os mesmo 7 pontos que o Ceará – o primeiro time a abrir a faixa da degola. A situação ainda é mais preocupante já que o rubronegro encara o Botafogo, novamente longe de seus domínios, na próxima rodada às 19h30 da quinta-feira.
A partida começou no Canindé sem muita graça para os pouco mais de 9 mil presentes, com o Palmeiras tendo a posse de bola, mas sem criar grandes perigos ao Atlético. Fazia tão pouco o Palmeiras que a primeira chance foi dos goianos, aos cinco minutos. Agenor roubou a bola de Lincoln e passou para o meia Bida. Este arriscou em direção ao gol de Marcos, que espalmou e deixou o rebote para a zaga palmeirense.
Aos 9 minutos, o Palmeiras chegou sem grande alarde, com batida de Márcio Araújo da intermediária. Perigo de verdade para o goleiro Márcio, só mesmo com as bolas de Marcos Assunção. Aos 14, o meia cobrou falta direto pro gol. Sempre perigoso, o chute de Assunção obrigou Márcio a se esticar todo para defender a sua meta.
O Palmeiras seguia então sempre com bola parada e com Marcos Assunção, em cruzamentos ou batidas em direção ao gol, mas ainda explodindo, em sua maioria das vezes, na zaga do Atlético.
O Dragão voltou a chegar com perigo aos 23 minutos, quando Vitor Junior recebeu bom lançamento de Bida, o que obrigou o goleiro Marcos a sair da área de carrinho e afastar o perigo. Logo em seguida, outra chance atleticana: bola na área para Marcão, que cabeceou mal e facilitou para o xará Marcos.
Gols
Embora não jogasse partida brilhante, o Palmeiras conseguiu tirar o zero do placar. Aos 27 da primeira etapa, Maikon Leite recebeu de Márcio Araújo e bateu cruzado para fazer 1 a 0. Daí então, a sorte atleticana mudou: logo em seguida, aos 32, Bida derrubou Gabriel Silva na área. Pênalti para o Palmeiras, cobrado por Marcos Assunção de forma rasteira e com força, no canto direito de Márcio, sem defesa.
Aos moldes do bom e velho Felipão, a equipe palmeirense não jogava bem, mas saía do primeiro tempo em vantagem no placar. De excepcional, só mesmo a centralização de jogo em Marcos Assunção e a ótima estréia de Maikon Leite, recém-chegado do Santos.
Segunda etapa
Na etapa complementar, duas mudanças no Atlético. Paulo César Gusmão sacou o lateral Adriano para a entrada de Rafael Cruz. No ataque, foi a vez de Marcão, apagado na partida, sair para a entrada de Juninho.
Pouco mudou no Dragão, no entanto. A equipe rubro-negra continuava exageradamente defensiva. Só o Palmeiras tinha a bola, ocupando espaços em toda a dimensão do gramado. Logo aos três minutos, Maikon Leite recebeu livre de Cicinho e arrematou para o gol, mas Márcio defendeu. Aos 10, Vitor Júnior pedalou, passou pela zaga palmeirense e bateu forte, obrigando o goleiro Marcos a trabalhar.
Esse foi o último – e talvez único – lance de Vitor Junior no jogo. Novamente, a revelação atleticana fazia uma partida ineficaz, tendendo mais à firula que ao futebol objetivo. PC Gusmão o sacou para a entrada de Elvis, que também não fez muito.
Maikon Leite seguia levando perigo ao gol do Atlético, com batida aos 16 e aos 19, quando Maikon colocou a bola entre as pernas do marcador e bateu cruzado, com força, para difícil defesa do goleiro rubro-negro.
Tinga entra
Nesse momento da partida, um fato importante poderia passar batido aos mais distraídos. O volante Tinga, depois de todo o imbróglio envolvendo o grupo que o empresaria e o técnico Felipão, voltou a entrar em campo. Substituindo Lincoln, péssimo no jogo até ali, Tinga fez boa partida.
Palmeiras “cozinha” partida
Novo momento para o Palmeiras veio aos 34 minutos, quando Maikon Leite, sempre ele, começou bela jogada e deixou Cicinho sozinho diante de Márcio. Cara a cara com o lateral palmeirense, o goleiro atleticano se saiu melhor. Mais uma excelente defesa do ídolo rubro-negro, que culpa nenhuma teve na derrota de hoje.
Tranquilo na partida, o Palmeiras seguiu “cozinhando o jogo” até o fim da segunda etapa. Apenas um último momento a mais para o Atlético, com um foguete de Bida que explodiu na trave, mas foi só.
Com a vitória, o Verdão paulista ocupa agora a terceira posição no campeonato. Já o Dragão, perde muito: com segunda derrota consecutiva na competição, caiu para a 16ª colocação.
Ficha técnica
PALMEIRAS 2 X 0 ATLÉTICO
Palmeiras: Marcos, Cicinho, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção (Chico), Lincoln (Tinga) e Luan; Maikon Leite (Adriano) e Wellington Paulista.
Atlético: Márcio, Adriano (Rafael Cruz), Gilson, Anderson e Thiago Feltri; Agenor, Bida, Pituca e Vitor Júnior (Elvis); Anselmo e Marcão (Juninho).
Gols: Maikon Leite (aos 27 do 1º tempo) e Marcos Assunção (de pênalti, aos 34 do 1º tempo), para o Palmeiras.
Cartões Amarelos: Tinga e Luan (para o Palmeiras), Rafael Cruz e Bida (para o Atlético).
Público: 9.450 pagantes
Renda: R$ 242.709,00