Jairo Macedo
Estagiário
A Copa América, torneio entre seleções mais antigo do planeta, volta à sua casa de orgiem. Foi na Argentina, em 1916, que ela foi realizada pela primeira vez, como parte das comemorações do centenário da independência dos hermanos. De lá pra cá, eles foram sede 8 vezes – essa será a 9ª oportunidade –, foram 14 vezes campeões e 12 vezes vice. Trata-se do país que mais sediou, portanto, e o que mais venceu.
Mas não é só de história que vivem os argentinos, é claro. Também a equipe presente, comandada por Sérgio Batista, é de encher os olhos. Nela estão nomes como Tevez, Lavezzi, Diego Milito e, claro, Lionel Messi, o maior jogador do mundo.
Sérgio Batista conta com Messi e Cia para se firmar como treinador da seleção – assim como aqui no Brasil, uma tarefa ingrata – e conquistar o primeiro título de sua seleção desde 1993.
Tevez joga
Para a partida de logo mais, diante da Bolívia em La Plata, às 21h45, o treinador Sérgio Batista dará o braço a torcer em prol de sua equipe. O atacante Tevez, antigo desafeto do técnico, entra no lugar antes ocupado por DiMaria e forma o trio de ataque ao lado de Lavezzi e Messi.
Esse trio ofensivo – ou “tridente ofensivo”, como vem chamando os jornais argentinos – voltou a atuar junto no último amistoso da seleção, quando bateram por 4 a 0 a inexpressiva Albânia. Na ocasião, cada atacante marcou o seu e Agüero completou a goleada.
Em entrevistas anteriores, o técnico Sérgio Batista chegou a dizer que Tévez nem seria convocado. Mas teve que repensar, sobretudo depois de manifestações da torcida, chamar o jogador e estabelecer uma trégua. Não há mais desavenças, segundo eles, pelo bem da seleção.
Muito treino e pouca concentração
Os argentinos já treinam há 20 dias nas confortáveis dependências de Ezeiza, uma espécie de Granja Comary dos hermanos. Lá, a tranqüilidade foi tanta que os jogadores podiam dormir em suas casas. Somente nesta terça a equipe passou a se concentrar, visando descanso e treinamento.
O mais provável é que a Seleção Argentina entre com um ofensivo 4-3-3, baseado na seguinte escalação: Romero, Zanetti, Gabi Milito, Burdisso e Rojo; Mascherano, Cambiasso e Banega; Lavezzi, Messi e Tevez.
Bolívia quer atacar
A partida é válida pelo grupo 1 da Copa América, que conta ainda com Colômbia e Costa Rica. Pelo lado boliviano, o técnico Gustavo Quinteros, tem dito que seus comandados vão ao ataque. Blefando ou não, o discurso do treinador, que é argentino, é o de que uma postura defensiva só aumentará o massacre do tal tridente ofensivo do adversário.