A Redação
Os deputados federais de Goiás que integram a bancada de apoio ao governo federal, presentes na inauguração do viaduto do Conjunto Caiçara, na manhã desta segunda-feira (4/7), evitaram falar sobre o afastamento da cúpula do Ministério dos Transportes. Entre os envolvidos, está o presidente afastado da Valec, o goiano Juquinha das Neves (PR).
O deputado Sandro Mabel, que está numa briga contra Juquinha pelo comando do partido em Goiás, concordou com as providências tomadas pela presidente Dilma Rousseff (PT). "Não acho que foi precipitado, foi um afastamento, se fosse exonerado aí sim seria precipitado. O afastamento para averiguação não é precipitado".
Mabel elogiou o trabalho do colega à frente da Valec, apesar dos problemas políticos entre ambos."Estou brigado com o PR, há sete meses que não participo de decisão nenhuma, eles estão tentando me afastar da presidência e o Juquinha que vai ser o novo presidente, então eu estou numa briga política com ele, mas ninguém pode tirar o mérito do trabalho que ele fez pela Ferrovia Norte-Sul".
Sobre as consequências das denúncias para o PR, Mabel acredita ser ruim para a imagem do partido. Mas ele acredita que elas não terão ressonância no diretório regional. " Em Goiás as coisas andam bem e tenho certeza que não tem nenhum tipo de desvio desse tipo".
Obras
As denúncias envolvendo o Dnit nacional não devem atingir o andamento das obras no Estado, pelo menos é o que defende Sandro Mabel. O superintendente do Dnit em Goiás, Alfredo Neto, afirmou desconhecer o teor das denúncias, mas frisou que isso não vai alterar o cronograma das obras. "Aqui está bem, os recursos estão todos definidos. Não sei o que vai acontecer, mas espero que não".
A presidente do PDT, Flávia Morais, recém integrante da bancada da infraestrutura de Goiás, afirmou que soube dos acontecimentos há pouco tempo e que ainda não é possível se posicionar. "A princípio acho que é preciso apurar para ver o que está acontecendo realmente".
O prefeito Paulo Garcia (PT) também acredita que o afastamento não vai afetar o andamento das obras do governo federal em Goiânia. "As pessoas ocupam cargos de direção, mas a estrutura é sólida. Ela funciona independente de quem estiver na sua gestão naquele momento".
O deputado Rubens Otoni (PT) concorda que a atitude da presidenta foi correta. " A própria executiva nacional do PR apoiou a iniciativa da investigação inclusive para provar que os membros do PR e que estavam no Ministério não tem nenhuma responsabilidade. Espero que as investigações demonstrem isso".