Confesso que estou um tanto obcecada com o assunto da derrubada das árvores em Goiânia. Nos próximos dias, mostro um pouco do que registrei nos últimos meses, por onde passo.
Todas essas ex-árvores estão no setor Oeste, porque é onde moro e assim fica mais fácil correr até em casa para buscar a câmera, quando vejo uma motosserra em ação. Mas na minha lista também aparecem os pinheiros retirados da Ricardo Paranhos recentemente (setor Marista), as sibipirunas cortadas na av. República do Líbano com a 18-A (setor Aeroporto), as enormes mongubas ao redor da Praça Cívica (Centro) e uma lista infinda de etcéteras.
Vou começar por duas lindas sibipirunas que me eram muito caras. Eram enormes, tinham sombra farta e habitavam a esquina da 3 com a Assis Chateaubriand. Restam agora só a lembrança (na forma de toco, esse membro amputado espalhado por toda a cidade); as malditas palmeiras (me desculpem pelo palavreado); e o nosso tórrido sol (mesmo no inverno).
Circulam por ali vários vendedores ambulantes, oferecendo alfinetes, panos de chão, caquis e cabides. Um deles me falou que alguém da vizinhança se sentia incomodada e desejava expulsá-los, e que talvez a retirada das árvores tivesse alguma relação com isso. Essa é nova pra mim.
Acho que é um assunto que merece discussão. A partir do debate é que a cidade deveria decidir, como um ente que reflete sobre o que é melhor para si, se o melhor é mesmo derrubar suas mongubas e sibipirunas, e também suas acácias, sete copas, flamboyants. Com toda a sua “dor” e a sua “delícia”.
E você, também tem notado a derrubada de árvores?
P.S. Ando preocupadíssima com três sibipirunas maravilhosas situadas na rua 20 do setor Oeste (também chamada de João de Abreu), quase esquina com a R-11. A construtora Merzian, aparentemente, está prestes a começar a construção de um prédio no terreno em questão.