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S95 é uma câmera compacta de respeito

16.08.2011 - 14:37:32
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Como havia prometido em algum artigo anterior, hoje venho falar sobre uma excelente câmera digital compacta que acabei adquirindo há uma semana. A Canon S95 foi minha escolhida na briga com Canon G12, Lumix LX5 e Olympus XZ1. Entre outros fatores, pela sua boa portabilidade e qualidade ótica.

Na questão da portabilidade, minha escolha ficou fácil na briga com a G12, que tem um corpo robusto, de construção sólida, mas que jamais caberia num bolso da calça, por exemplo. Em casacos a G12 pode até se sair bem, mas com certeza o seu melhor local de transporte seria uma bolsa ou mochila mesmo. A Lumix LX5 é compacta, mas sua lente não é completamente retrátil, ficando sempre um volume um tanto maior para incomodar. Já no caso da XZ1, a lente tem comportamento semelhante ao da S95, mas ela tem um corpo um tanto mais largo e alto.

Agora, falando especificamente da S95, este é um modelo da Canon vendido apenas na cor preto-fosco: excelente por não guardar marcas de dedos e gordura. Na parte frontal, destacam-se apenas a lente no lado direito, um logotipo da Canon no alto, à esquerda, e dois pequenos orifícios para gravação de áudio em estéreo.

No topo da câmera ficam o dial principal de controle, botão de disparo (com seletor de zoom incorporado), o botão de liga/desliga, botão para seleção de função do anel da lente, e o flash, que se levanta verticalmente, apenas quando o usuário seleciona o seu uso ou quando a câmera em modo automático identifica a sua necessidade.

Na parte traseira, o display sem borda ocupa praticamente ¾ do seu tamanho, deixando os controles no lado esquerdo da câmera. Ao invés dos tradicionais botões em cruz, a Canon S95 tem um roda que pode ser girada ou apertada direcionalmente.

No quesito qualidade ótica e luminosidade da lente, certamente a vencedora seria a Olympus XZ1, que traz uma Zuiko de abertura 1.8. No entanto, por questões de qualidade, a abertura 2.0 da lente Leica na Lumix LX5 seria uma opção mais tentadora. A G12, infelizmente perde feio nessa briga. A S95 também tem lente 2.0, com a tradição Canon, que não é uma Leica, mas que responde muito bem, ficnado praticamente empatada na minha opinião.

A operação da S95 traz uma inovação muito interessante, que torna o ato de fotografar muito mais fácil, mesmo nos modos manuais. O anel frontal da lente pode ser configurado como você preferir, de acordo com o modo de operação. Para quem gosta de ajustar abertura e tempo de exposição manualmente, é possível configurar, por exemplo, o anel frontal para a abertura e o wheel traseiro para tempo de exposição. Já se você optar pelo modo de programa, fica mais fácil deixar o anel da lente configurado para ajuste de sub ou superexposição, com o wheel traseiro ajustando o ISO.

Em resumo, para estes casos de configuração da câmera, a S95 é uma ultra compacta que tem recursos de um SLR. Não falta nada: até mesmo o flash pode ser configurado para ajuste de intensidade ou do uso de segunda cortina, também conhecido como sincronia lenta.

Já nos modos automáticos as opções pré-configuradas têm ampla variedade de situações e respondem muito bem, não apenas oferecendo qualidade de imagem, mas também alguns truques bem legais, que usados com parcimônia podem gerar bons resultados. Um dos modos automáticos que faz muito sucesso é o “miniatura”, simulando o funcionamento das famosas lentes baby. Com esta pré-configuração é possível ter o foco em um ponto bem restrito da foto, deixando todo o restante absolutamente fora de foco e embaçado.

Outro “campeão de bilheteria” e que merece até mesmo um espaço dedicado no dial principal, é o modo de baixa luminosidade. Com esta seleção, as fotos são automaticamente reduzidas para 2.5MP de resolução, sendo jogadas para o melhor ajuste de ISO para captura da imagem. É uma ótima opção para fotos noturnas, de shows, teatros ou outras situações em que você não pode utilizar o flash.

De uma maneira geral, as fotos em baixa luminosidade ganham ruído, mas para câmeras com este tamanho de sensor seria até injusto reclamar. Sim, existe ruído e ele pode ser percebido em análises um pouco mais próximas de aumento da imagem, mas nada que comprometa a qualidade de impressões até 13x18cm.

Para fotógrafos mais avançados, que gostam de trabalhar as imagens no computador, dá pra salvar todas as fotos em modo JPEG e/ou RAW. Outro recurso legal é que com a S95 você pode fazer fotos com HDR na própria câmera, sem precisar descarregar as imagens no Photoshop. A própria câmera tira 3 fotos, sobrepõe as telas e ajusta as cores com maior intensidade.

Ela filma em resolução HD (720p), que não é nada demais. Se você quer a S95, pense em boas fotos, mas não ache que os vídeos serão fantásticos. Agora, um recurso de gravação muito bom na S95 é que você consegue editar imagens ali mesmo, na própria câmera, cortando trechos que não quer, sem separar o arquivo.

A S95 tem saída mini HDMI, saída composta de áudio e vídeo por mini USB, gravação em cartão SD e funciona com bateria que permite cerca de 200 disparos por carga, podendo chegar a mais fotos se você não usar o flash constantemente.

Pra finalizar, veja as imagens que eu fotografei na última semana e me diga se a S95 é ou não é uma boa câmera.

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por Gavroche Fukuma

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